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sábado, 30 de junho de 2012

Impacto da Decisao Federal no Processo do QC

Oie, Pessoal

O Ministério de Imigraçao do Québec, seguindo o que foi feito com o processo Federal, publicou em 29 de junho de 2012 um anúncio sobre a suspensao do recebimento de novos processos de imigraçao. O resumo da ópera é o seguinte:
  • Para a categoria de empreendedores e autônomos, os novos processos somente serao aceitos a partir de 31 de março de 2013;
  • Para a categoria de trabalhadores qualificados (a maioria dos imigrantes), uma lista de regras foi criada para aceitaçao de novos processos, basicamente montada sobre o nível de aculturamento do caboclo à Belle Province. A boa notícia é que se você já recebeu a notícia de que o seu processo está em andamento, ele vai continuar sendo tratado.
Veja a íntegra do texto em http://www.immigration-quebec.gouv.qc.ca/fr/informations/reception-demandes.html

E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!

Abraçao e a Paz

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Experiências Médicas em Montréal

Caros Amigos
Neste post gostaria de contar um pouco sobre como tem sido nossa experiência com o serviço médico Quebecóis. Pretendo falar sobre o nosso seguro saúde, as consultas médicas, a gravidez da Cris e os hospitais.
Bem, a maior dúvida quando a Cris me ligou dizendo que estava grávida era se o serviço de saúde do Québec nos atenderia, pois é necessário 3 meses de carência para começar a receber atendimento, com a chegada da carteira de Assurance Maladie. No entanto, para nossa grata surpresa, se a pessoa está grávida, ela recebe imediatamente assistência médica, sem precisar esperar os 3 meses. A Cris ganhou um documento com o número do Assurance Maladie e ela apresenta esse papel em tudo que é lugar para ser atendida.
Nossa primeira experiência foi comigo. Estava descendo de trenó no Mont-Royal há algumas semanas atrás e dei uma batida forte em um muro de feno. Achei que estava com a costela quebrada. Liguei para a GTA e eles me marcaram uma consulta com um médico da família para o período da tarde. Fui lá e realmente estava marcada. O médico me atendeu e disse: "você quer um Raio-X? Porque estando quebrada ou não, vou receitar Tylenol e gelo". Então, falei que não fazia diferença. Ele disse: "então, foi um prazer, tchau". Decepção total. No Brasil, os médicos não costumavam falar nada sem antes fazer pelo menos alguns exames para ver... E o cara mal apalpou as minhas costelas, e tinha um inchaço enorme... Mas fiquei no Tylenol e gelo e hoje me sinto curado. Quanto ao seguro GTA, funcionou perfeitamente.
Então, vamos à gravidez. A Cris chegou já perto da semana 12, quando é necessário fazer a ecografia por translucência nucal. Então, conversamos com o pessoal da Igreja, que nos deram a dica essencial: "ou você escolhe o obstetra, ou escolhe o hospital". A coisa funciona assim: se você gosta de um obstetra e o escolhe, o obstetra está vinculado a um único hospital e você será obrigado a fazer o parto naquele hospital. Por outro lado, se você escolhe um bom hospital sem se preocupar com o obstetra, o hospital irá lhe indicar o obstetra vinculado e você será obrigado a consultar com este obstetra.
No nosso caso, por indicação de várias pessoas, escolhemos a obstetra Dra. Josée "Ame-a ou Deixe-a" Lebfeuvre. E ela nos encaminhou para o Hospital St Mary, em Côte-des-Neiges. Dá pra chegar de Metrô, mas é uma pernada.... O hospital é sensacional também. No serviço público, o atendimento em geral é bom, mas é demorado. Então, tudo tem que ser muito planejado. Consequentemente, não havia consultas para a 12a semana. Então, tivemos que fazer a ecografia por nossa conta, o que nos custou 300 lascas, mas foi muito legal. No particular, tudo é lindo e parece novela. Ganhamos DVD e tudo mais, e o nenê passa bem.
Na semana de 10 de janeiro, fomos na consulta nos borrando de medo da impressão que iríamos ter da Dra. Mas para nossa surpresa, ela é maravilhosa... "Amamos".... E a partir deste momento, ela é a Dra. Josée "Amamos" Lebfeuvre. Ela já sabia de todo o dossiê da Cris, já sabia do exame de translucência, das doenças do passado, dos gêmeos, de tudo... E nos tratou com muito carinho. Mesmo a Cris não falando inglês, ela nunca se dirigia a mim, mas sempre aos olhos da Cris (eu ia traduzindo, mas o recado era para a mãe). E quando ela ouviu o coração do nenê, que alegria e emoção, ela mesma se encheu de emoção e ficou com os olhos cheios... Saímos de lá bem felizes... E cheios de tarefas para fazer... Cadastro no hospital, exames de sangue e ecografia da 20a semana. Tudo sem gastar um tostão.
Então, fomos para o Hospital St Mary, alguns dias depois. Fomos fazer nosso cadastro. Para isso, levamos o passaporte e o CPR (via marrom), mais o papel com o número da Assurance Maladie. A gente ganhou um livrão que conta tudo sobre gravidez, é sensacional. Ganhamos o cartão do hospital, e acesso à eventos para conhecer o hospital e curso de parto. Fomos também informados que as acomodações são em enfermaria (grátis) com 4 leitos, semi-privativo (com custo) 2 leitos e privativo (com mais custo) com 1 leito. Os custos giram de 180 a 300 doletas por 2 dias. Então, fomos fazer o exame de sangue. Normal, como nos laboratórios particulares do Brasil. Pega a senha e espera pra ser atendido. Todo mundo tá no mesmo barco e se você tem um plano de saúde privado, isso não lhe dá o direito de passar na frente de ninguém. Agora, estamos esperando a próxima consulta para a semana do dia 15 de fevereiro e a nova eco dia 20. Depois, contamos como foi.
E tudo isso sem o CSQ!!!
E seguimos com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!!!
Abração e a Paz

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Primeiros Dias de Nossa Família no Canadá

Oie, Pessoal

Depois da chegada da Cris e crianças no Canadá, todos descansaram bastante, dormimos juntos e finalmente, amanheceu o primeiro dia depois da chegada da Cris e das Crianças no Canadá. Vi a minha vida passar de novo na minha frente, pois repetimos todos os procedimentos que eu já havia feito:

Primeiro, demos um pulo na Escola Mgr. Richard, onde as crianças irão estudar, para fazer a inscrição deles. A escola é secundária e pertence à Comissão Escolar Marguerite-Bourgeois, em Verdun. As crianças irão iniciar as Classes d'Accueil (turma de boas-vindas). Esta classe é obrigatória para as crianças que não sabem falar francês e pode durar no máximo 3 anos. Para as classes d'accueil, as crianças precisam se inscrever nas escolas próximas à sua casa. Por isso, eles foram para esta escola. À medida que o francês for se desenvolvendo, eles vão sendo avaliados e conforme for, voltam para o secondaire no primeiro ou segundo ano. Durante as classes d'accueil, eles não têm somente aula de francês, mas também matemática, educação física e artística, geografia e história e ciências. Fomos muito bem atendidos no rendez-vous e a professora fez o teste de francês com eles: zero. Não falam nada. Tudo bem, entram na turma básica. E eles entraram em uma turma que havia começado em setembro e que tinha filhos de amigos nossos brasileiros. Estão adorando e se adaptando rapidamente.

Depois da escola, fui trabalhar de manhã e de tarde a Cris e as crianças tinham mais um desafio: pegar o ônibus de casa até o centro e me encontrar. Foi realizado com sucesso! Então, fomos fazer o NAS (SIN) no Service Canada, que saiu imediatamente para todos, sem problemas de burocracia nem CSQ, e depois, fomos na mesma hora fazer a inscrição para o Assurance Maladie (seguro saúde). Aqui tem um ponto importante: como a Cris está grávida, ela recebe imediatamente a assistência do Governo do Québec, não sendo necessário aguardar 90 dias pelo cartão. Ela receberá atendimento gratuito mesmo sem o cartão, bastando apresentar o papel que o cara do RAMQ (Régie d'Assurance Maladie du Québec) deu para ela na inscrição. Tudo isso sem CSQ. Isso nos tomou a tarde inteira.

Depois disso, no terceiro dia, a Cris e as crianças vieram novamente ao centro para fazermos a carteira de ônibus das crianças, com foto. Como eles são estudantes, eles têm direito a esta carteira e pagam somente 38$ no passe mensal. Para fazer isso, fomos na sucursal da STM na estação McGill (2020, rue university). Nem precisou sair do metrô para fazer as carteirinhas. E mais um detalhe: havíamos esquecido a pasta com os documentos das crianças, mas a moça da STM fez a carteirinha mesmo assim.

Então, na semana seguinte começaram as aulas das crianças e a Cris também iniciou o seu curso de inglês, e também está gostando. Ela está fazendo o curso no Centro James Lyng, da comissão escolar inglesa. Já tem também alguns amigos brasileiros, mas tem também duas amigas iranianas que de vez em quando conversam com ela.

Pra encerrar, a nossa rotina está assim: acordamos 6h30, tomamos café juntos, então, a Cris sai primeiro, pega o 12 (vulgo "interbairros", porque só tem curitibano dentro) e vai para o James Lyng. As crianças saem logo em seguida para o próximo 12, direto para a escola. Agora, eles vão virar gente grande, pois fazem tudo sozinhos. Ganharam um celular no segundo dia, e vivem tirando fotos em tudo que é lugar!!! Eu sou o último a sair, dou uma ajeitada em tudo e pego o 168 para o centro. A Cris chega em casa por volta da 1h da tarde, as crianças chegam às 4h da tarde e eu chego entre 5h30 e 6h. E ainda tem bastante tempo para resolver tudo. De noite, a gente cozinha para o dia seguinte: eu levo uma marmita com tupperwares de comida e a Cris vem almoçar em casa. Para as crianças, existe um pacote de refeições por 17$ mensais, mas as vagas esgotaram. Então, comprei outro que custa 39$ por 10 refeições, o que também é barato, e a refeição é melhor que a anterior. Porém, como vocês podem perceber, está faltando tempo, pois já faz 3 semanas que eles chegaram e só hoje consegui escrever... Haja paciência de quem acompanha este blog!!!

Abração e a Paz
Igor Schultz

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Chegaram!!!

Sim, chegaram... Esta é a foto da minha filha, exatamente no momento em que ela me viu no aeroporto de Montréal. A gente se abraçou e chorou bastante, durante o momento que parecia não passar mais em nossas vidas... Todos muito cansados mas felizes, agradecendo a Deus por ter reunido novamente a nossa família. Isso aconteceu no dia 7 de dezembro, terça-feira passada. Isso pra vocês verem como estou novamente atrasado com as postagens!
Agora, vamos para a parte emocionante da história, com cronologia, já que sou especialista no assunto:
05h20 - me liga o primeiro colega do Brasil: "chegaram?". Ainda não, digo...
05h40 - a Cris ligou de Toronto!!! que felicidade: "saí por último do avião e estou perdida no aeroporto, pois não tenho ninguém para seguir. Pra onde vou?". Tentei dar a ela as explicações necessárias, mas também já não me lembrava direito do caminho até a aduana. Então, apareceu uma "attendant flight" ou "flight attendant"... como a Cris chamou a comissária de vôo, eheh...
05h55 - mais ou menos, liga a Cris de novo: "fala com o cara aqui, pois ele não quer me deixar entrar porque não tenho o CSQ...". Todos os meus pesadelos se realizando novamente. Mas tudo bem. Vou falar com o cara e ele vai entender. O cara nem me deu oi. Já falou: "escuta, já sei que você mora em Montréal e entrou sem o CSQ. Você tem alguma autorização por escrito do governo do Québec para isso?". Aí, conversa vai, conversa vem, o cara irredutível... "Olha, vou falar com o meu supervisor, mas não creio que seja possível eles entrarem sem o CSQ..."... Terror geral no meu coração... O que fazer?
06h05 - mais ou menos... um colega nosso que também passou por situação parecida (fez processo Federal e veio morar no Québec) milagrosamente madrugou no Skype. Comecei a contar para ele a situação e ele começou a me tranquilizar, tentando me dizer algumas coisas e dar algumas sugestões... Ele foi um anjo para mim nesta manhã. Eu já estava desesperado, e precisava ligar para algum escritório de imigração aqui, ou no Brasil. Pensei em ligar para o Brasil, pois lá já eram 09h30...
06h10 - mais ou menos... depois de tentar falar com o pessoal da imigração, sempre dando na secretária eletrônica, consegui falar com uma ex-funcionária do escritório de imigração Federal, para solicitar o fone de alguém do escritório de imigração do Québec. E ela me diz: "não tenho o número e lhe digo mais: esta situação sua é completamente ilegal. Tenho certeza absoluta que seus familiares serão deportados!!!".... "muito obrigado pela sua ajuda" falei pra ela, desesperado.
06h30 - mais ou menos... Me liga novamente o oficial de imigração do aeroporto de Toronto, dizendo "falei com o supervisor. A situação é a seguinte: temos que esperar o escritório de imigração abrir em Montréal e eu vou perguntar para eles se vocês podem realmente viver no Québec. Se eles autorizarem, eu deixo eles entrar. Se não autorizarem, irão para o Brasil no próximo vôo". Socorro!!!!
06h45 - meu anjo da guarda amigo imigrante que estava comigo no Skype me passa um site com a lista de fones e ramais de todos os funcionários da imigração do Québec. Ligo no primeiro número da lista e atende uma pessoa!!!! Não a secretária eletrônica, mas uma pessoa!!! Que maravilha... Explico a situação, e peço para falar com o mesmo agente que havia dado uma palestra para nós em Curitiba, e que na ocasião havia jurado de pés juntos que não precisava do CSQ para viver no Québec. O cara atende, e me reconhece!!! Então, conto pra ele que minha família está presa no aeroporto e estão para ser deportados. "Estou indignado" diz ele. "Me dá 10 minutos que vou fazer algumas ligações e entro em contato com sua esposa lá em Toronto". Ufa, respirei mais aliviado...
06h55 - mais ou menos... O oficial de imigração de Toronto me liga: "I have good news!!"... Eu quase caí sentado no chão... "Olha, como o escritório de Montréal só abre às 9h30, resolvi ligar para o nosso pessoal da imigração no aeroporto de Montréal. Sabe como é, eles moram no Québec e estão mais bem informados do que nós... E me disseram que realmente não precisa do CSQ para viver no Québec. Então, fala pra sua esposa ficar tranquila que vou só preencher os formulários e em 10 minutos vou liberá-los". Meu pensamento: "você quase arruina a vida de uma família inteira porque não sabe fazer o seu trabalho?????" - minha fala: "muito obrigado, meu amigo, porque você teve a iniciativa de ligar para o aeroporto. Obrigado por ter dado o seu melhor". E fiquei esperando novamente a Cris ligar para a próxima etapa: pegar as malas
07h30 - mais ou menos... Ela me liga por que não conseguem encontrar as malas. Porém, foram auxiliadas por um carregador chamado Sam. Falei com ele no telefone e ele cobrou 20$ mais 5$ de propine para levar as malas até a esteira de Montréal. Depois que eles passaram na imigração, eu pagava até 100$ se me pedissem, só para eles sairem o mais rápido possível de lá...
09h00 - mais ou menos... Me ligam do portão 120. O vôo era às 10h. Estava tudo certo. Hora de ir para o aeroporto!!! Peguei o carro, o GPS e já caí fora. Fui lá esperá-los... Na noite anterior, havia caído a nevasca que eu falei no post passado. O trânsito tava parado!!! Mas cheguei 30 minutos antes do horário do vôo pousar e, sinceramente, achei que o aeroporto iria estar fechado, mas os caras aqui não estão nem aí pra neve...
10h13 - chega o vôo... E abraços da família!!! E contam da viagem e tudo mais... Agora, o descanso merecido ao chegar em casa, que agora, é um Lar, pois é uma casa onde tem Amor.
Moral da história: não precisa do CSQ pra morar em Quebec, mas que faz uma falta danada, faz...
E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!!! E chegamos!
Tik... Sonho realizado. Vamos para o próximo...
Abração e a Paz
Igor Schultz

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Primeiro Dia em Montréal

Bom dia!

Seguindo a série "postagens com uma semana de atraso", seguem as novidades do primeiro dia de vida em nosso novo lar:

Estou hospedado na casa de amigos, que gentilmente me cederam o quarto do bebê. No primeiro dia, acordei com calor, pois os aquecedores (chauffage) do apartamento são bastante eficientes, e a gente fica realmente suando... Lá fora estava muito frio, mas o dia amanheceu com céu limpo, sem nuvens, então, resolvi sair para uma corridinha. Foi uma grata surpresa... O lugar onde estamos aqui é muito bonito, e tem pistas de corrida em meio a bosques de maple, tudo amarelinho e vermelho. Muitos esquilos correndo pela floresta. O cara aqui ficou impressionado... Bem, posso dizer que a primeira impressão foi "romântica".

Depois da corrida, fui para o centro fazer a primeira coisa que todo o imigrante deve fazer: o Social Insurance Number (SIN), ou Numéro d'Assurance Social (NAS). É uma espécie de CPF, que lhe dá direito a um monte de coisas. E para trabalhar, os recrutadores costumam pedir o primeiro número do NAS para saber o seu status como imigrante. O número "9" não é bem visto aqui, pois é visto temporário, ou seja, você pode ser um refugiado, e tem muito disso aqui. O meu número - confidencial - começa com "3" - residente permanente. Para fazer o NAS, bastou eu ir no Service Canada. Tem vários escritórios espalhados pela cidade. Eu fui no centre-ville (200 Blvd René Levesque ouest). Fui atendido prontamente, sem filas, e em menos de 10 minutos já estava com o NAS. Não perguntaram nada do CSQ.

Então, mais uma novidade: aqui as grandes ruas e avenidas possuem o título de "Est" e "Ouest", e para quem não está acostumado, isso pode ser um desperdício de tempo. Então, caminhei até o número 200 da René Levesque para descobrir que ele não existia, porque eu estava indo na direção "Est". Tive que voltar até o zero e começar tudo de novo na direção "Ouest"...

A primeira impressão foi a do transporte público. Aqui, você paga por tempo de uso, e não por viagem. Então, custa $2,75 por 2h de transporte. Neste período, você pode usar o que quiser: ônibus (autobus), metrô (metro), e acho que até o trem (train de banlieue). Então, já comprei um cartão para 1 semana, que me saiu $18. Por este preço, ando quantas vezes quiser durante a semana toda. Quando já estivermos com a rotina por aqui, também posso comprar o passe mensal, que custa $70 e vale do primeiro ao último dia do mês.

No centre-ville, muitas obras. Parece que a cidade inteira está em reforma. Os prédios são muito antigos (exceto os do governo, que são novos), e em cada esquina existe um lugar para alugar bicicletas e existem ciclo-faixas (pequenas ruelas sinalizadas onde só andam bicicletas) por todas as ruas. Você passa o cartão de crédito e por $5 você anda meia-hora. Isso é caro, mas se você comprar um cartão para toda a temporada (março a novembro), custa só $78. Você pode alugar só por meia-hora também, mas um colega aqui de Montréal disse que você deixa a bici em outro quiosque antes que complete-se a meia-hora e pega outra. Enfim, este transporte não é para passear. É para se deslocar rapidamente no centre-ville e outros lugares de Montréal. Sempre ao lado das estações de metro tem um quiosque de bicicleta.

A segunda atividade do dia foi me inscrever no sistema público de saúde (Régie d'Assurance Maladie). Lá a gente passa por uma rápida triagem, então, recebe uma senha e fica aguardando. Eles nos chamam e a gente vai para o guichê ser atendido. A mulher pediu o CPR (segunda-via do comprovante de residente permanente, que entregam no aeroporto) e o passaporte. Pediu também o CSQ (lá vem o golpe.... pensei). Então, falei: não tenho! E ela disse "tudo bem. Vou colocar aqui que você não tem". E precisava também do comprovante de endereço. Como ainda não tenho endereço, ela disse que este documento ficou pendente e que eu precisaria enviar um fax posteriormente para eles com uma declaração solene autenticada, com o meu hospedeiro aqui de Montréal dizendo que eu realmente resido com eles. Aqui é mais fácil, pois bancos, repartições públicas, universidades, delegacias de polícia, muitas repartições que têm fé pública podem ser usadas para autenticar assinaturas. Então, o meu hospedeiro foi depois comigo ao banco e assinou na frente do atendente. Este, por sua vez, assinou também e colocou o carimbo. Daí, enviei mais tarde por fax para eles. Espero que esteja tudo certo. O cartão de Assurance Maladie leva 3 meses para chegar.

E assim, houve uma tarde, uma manhã, primeiro dia... E seguimos com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!!!

Abração e a Paz