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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Novos Imigrantes: Assalariados de Segunda Classe?

Alô, trabalhadores do Québec!

Saiu no mês passado uma reportagem no Argent, jornal especializado de negócios daqui da região (algo como Valor Econômico do Québec). Eles contam que os imigrantes estão em desvantagem em relação aos nativos quanto ao valor do salário, em média... Vamos ver um resumo da ópera:
  • O desemprego entre os imigrantes é de 12,4% enquanto entre os nativos esta taxa é de 7% (2011). Pesquisei a taxa de desemprego atual (Abril 2013) e ela é de 7,8% na Belle Provence. Mas uma coisa é interessante: na região de Québec (Capitale Nationale), esta taxa diminui para 4,5%, uma das mais baixas do Canadã;
  • O salário médio dos imigrantes é de CAD$ 853 enquanto os dos nativos é de CAD$ 892 (2005). Uma pesquisa mais atual (misturando imigrantes e nativos) feita em 2012, segundo a radio-canada, baixou a taxa para CAD$ 832. A mais baixa do Canadá. Em Ontário, para se ter uma idéia, a taxa é de CAD$ 919 por semana;
De acordo com um professor da Universidade de Montréal, o pessoal que chega deve ter, é claro, experiência profissional em seu país de origem, mas isso não quer dizer que vai chegar e sair trabalhando e ganhando o mesmo que ganhava antes logo no primeiro emprego. Entre os imigrantes mais penalizados, temos os africanos e asiáticos do extremo oriente. Os da América do Sul estão no meio-termo (uhu!), e os Americanos do Norte e Europeus são os que se dão melhor.
 
O professor destaca também que uma ferramenta necessária para se abrir portas é o reconhecimento da experiência na província. E isso não se obtém somente trabalhando. Um diploma reavaliado, por exemplo, pode mostrar a experiência canadense equivalente ao que o caboclo tinha no Brasil.
 
Finalmente, o rótulo de "Ladrões de Empregos" que muitos quebecóis dão aos imigrantes é incorreto, pois os imigrantes que chegam não vem somente para trabalhar, mas eles têm também uma vida aqui, ou seja, compram coisas, consomem, e isso aumenta o rendimento das empresas que abrem então mais portas.
 
Bem, isto dito, eu gostaria também de deixar a minha queixadinha aqui, pois sou um rapaz latino-americano que sabe se lamentar... Os imigrantes brasileiros dão de 10 em qualquer nativo ou outro imigrante, pois somos muito flexíveis e estamos acostumados a trabalhar sob muita pressão no Brasil. Aqui, a gente faz o feijão-com-arroz e os caras acham lindo. Se a gente faz um esforcinho maior, então viramos funcionário do mês, como o caso de um amigo meu que ganhou este reconhecimento simplesmente porquê não mandava os clientes embora quando dava 5h da tarde... Assim, creio que temos feito bonito na foto.... E se fizessem uma medida da taxa de desemprego entre os brasileiros imigrantes, creio que ela seria bem melhor...
 
E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar.

Abração e a Paz

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Défi Escaliers 2013

Allo, Pessoal!

Esta semana aconteceu um lance super legal em nossa empresa que eu ainda não tinha visto: o Défi Escaliers 2013. Resolvi colocar um post aqui porque acabei descobrindo que um montão de empresas fazem eventos semelhantes: os funcionários são desafiados a superar um objetivo físico em prol de uma instituição assistencial. No nosso caso, a nossa empresa CGI pleiteou o Défi Escaliers 2013, onde a empresa doaria 13 dólares para uma instituição de cuidados de crianças para cada funcionário que se inscrevesse e subisse ao menos um andar do nosso prédio de 25 andares.
 
No dia, foi tudo bem organizado: camisetas, lanches, água, toalhinhas e muitos voluntários funcionários em todos os andares. Foi super legal. Eu me inscrevi e subi até o 15 duas vezes. E todo mundo super empolgado em se superar e ajudar a conseguir o máximo possível de doações. Consegui ainda ter tempo de tirar uma foto de um rapaz que estava chegando no 15° andar... uma vitória!
 
E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!
 
Abração e a Paz

segunda-feira, 5 de março de 2012

Novo Emprego do Igor

Boa Noite, Pessoal

Esta é a vista que terei pelos próximos meses a partir de minha mesa de trabalho. Oficialmente hoje, dia 05 de março, começo meu segundo emprego no Canadá. Finalmente, algumas barreiras sao transpostas, como a famigerada "experiência canadense", tao exigida por aqui. A empresa que eu vou trabalhar se chama CGI. A maior consultoria da América do Norte e a quarta maior empresa de consultoria do mundo, com 31 mil funcionários. Meu, eu nunca tinha pensado em trabalhar numa empresa assim! Mas, as coisas vao acontecendo (obrigado, Senhor!!!) e devagarinho a vida vai voltando a ser como era no Brasil. O salário melhorou um pouquinho, tem trocentos benefícios, como academia, fundo para compra de equipamentos esportivos, seguro de vida, saúde, dentista - tudo pra mim e a família, clube social, descontos em empresas parceiras, 4 semanas de férias, mas o principal é que agora eu volto a fazer o que eu fazia no Brasil: trabalhar com o Oracle e-Business Suite, que saudade. Vou fazer suporte funcional das versoes 11 e 12. Incluindo pequenos projetos de implantaçao de enhancements.  Outra novidade: o trabalho é todo em francês. Até agora, só usava o francês para coisas do dia-a-dia, fazer compras, etc. Agora, é o dia inteiro falando francês. E os caras me entendem, me respeitam, sabem de minhas limitaçoes com o idioma, e vao me ensinando... Em 3 dias de trabalho meu francês já melhorou sensivelmente.

Uma coisa que descobri depois que entrei na CGI: o mundo Oracle já era pequeno no Brasil, um país de 190 milhoes de pessoas. Imagine entao em um país como o Canadá, cuja populaçao é pouco maior que a da grande Sao Paulo: no meu andar, já conhecia 3 pessoas que trabalhavam comigo. Além de um colega no andar de baixo. Além disso, todo mundo na cidade já sabe que estou trabalhando aqui. A turma nao perde tempo mesmo....

E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar! Retomando o padrao de vida brasileiro em um país com mais qualidade de vida!

Abraçao e a Paz

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Estou trabalhando!!!

É isso aí, pessoal!
Desde o dia 08 de novembro (é que eu estou super atrasado com os posts), comecei o trabalho em consultoria aqui em Montréal, e trabalho com Business Intelligence para o Oracle. Mesmo já tendo tudo acertado desde o Brasil para o trabalho atual, muitas outras empresas aqui de Montréal haviam me contactado por causa do LinkedIn, principalmente quando havia publicado que estava indo para o Canadá. Algumas dessas oportunidades, resolvi averiguar, e conto a história conforme abaixo.
Cheguei em Montréal dia 21 de novembro já com 1 entrevista de emprego para este mesmo dia, por telefone. Na sexta, tinha mais duas e algumas outras na outra semana. O que fiz foi ligar para todos os que me disseram "quando chegar, me ligue" e dizer "cheguei". Então, todos marcaram entrevistas. Fiquei sabendo de uma job fair de TI que haveria no Palais de Congris na semana seguinte à minha chegada, e fui lá conferir, mas com um pré-conceito de que não servia pra nada: todas as pessoas que haviam conversado comigo antes quando eu estava no Brasil me disseram que não serve para nada as job fairs. Bem. Eu acho que depende. Fui no stand da CGI, uma grande consultoria de Montréal, deixei o currículo e fiz uma boa pré-entrevista. Depois, fui no stand de algumas empresas que queriam que eu falasse francês, e ainda não falo bem. Então, fui também no stand de outra consultoria chamada OSI. E o Jean me apresentava para todas as pessoas e especificamente neste stand me deram o cartão de uma recrutadora que eu já havia conversado quando estava no Brasil. Então, bati nas costas do cara e disse: "fala pra ela que você me conheceu pessoalmente!". Em 30 minutos, ela me ligou marcando uma entrevista para a tarde. Enfim, nessa job fair eu consegui 3 entrevistas, e posteriormente, mais uma quarta.
Mais tarde, o pessoal da Oracle Corp. também me ligou. Porém, no Brasil havia me comprometido a não viajar mais. Assim, acabei tendo que dizer não para Oracle, CGI, OSI, etc. Mas sempre deixando a porta aberta. Na CGI, chegaram a dizer: "olha, eu sei que existe um período de experiência, então, no ano que vem, me liga de novo para dizer como é que estão as coisas...". Esta semana me ligaram de Vancouver. A moça também foi super gentil.
Tudo o que posso fazer é agradecer a Deus por tudo isso e batalhar para me manter no trabalho, que também é necessário, né? E também tô devendo um almoço pro Jean Coupal, pois ele conhece todo mundo aqui e não quero perder o contato com ele. O mundo Oracle aqui em Montréal é como era no Brasil: todo mundo se conhece. E quero ser conhecido pelo nome aqui, pois também, como era no Brasil, isso deve funcionar.
E vamos seguindo com passos cada vez mais firmes, de quem sabe onde quer chegar!!!
Abração e a Paz

domingo, 29 de abril de 2007

Empregos em Vancouver - Qual é o Plano?

Sabemos que vai ser muito difícil, quase um milagre conseguir ir ao Canadá com um emprego garantido, mas de qualquer maneira, enquanto o processo vai rolando, estou enviando currículos para todas as empresas possíveis e imagináveis em British Columbia, especialmente em Vancouver. Cada dia, vão 2 a 3 currículos. E tem mais oportunidades do que eu esperava. Quem sabe alguma boa alma está a fim de bancar um Work Permit? Sei lá...

Agora, estamos no processo de decidir sobre o que fazer com as coisas que temos aqui para juntar a grana para irmos. Na verdade a decisão é: quando vamos entrar com o processo? Temos a casa para quitar e vender. Porém, se fizermos isso, vamos ter que usar a grana que seria para a viagem e comprovação de renda no Canadá. Enfim... Enquanto o tempo vai passando, a coisa vai ficando mais apertada. Creio que o mais sensato seria mesmo dar entrada na papelada e ir pagando a casa normalmente. Assim, com o tempo, vão chegando outras fontes de renda, pois quem é assalariado sempre pode contar com um dinheirinho previsto, como décimo terceiro, férias, etc. Mas quando decidirmos qual será o plano, escreveremos tudo para esclarecer.

Ah! E seguimos sempre olhando os blogs de todo mundo!!!! Espero um dia poder agradecer a todos que escrevem blogs, pois a ajuda e incentivo é muito grande.