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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Primeira Viagem aos Estados Unidos

Olá, Povo de Deus

É com grande alegria que comunicamos que estivemos na terra do Tio Sam pela primeira vez depois que chegamos ao Canadá. No último final de semana, fomos à Boston, Massachussets, para efetuar o saque do FGTS, e aproveitamos para conhecer um pouco desta cidade. É uma viagem longa, que leva de 5 à 7 horas de carro, dependendo das paradas e do itinerário, mas as estradas americanas sao realmente boas e podemos dirigir muito tranquilamente a viagem inteira sem problemas.

Primeiramente, vamos falar da novela de atravessar a fronteira: daqui de casa até a fronteira dá um pouco mais de meia-hora de carro. Chegamos todos felizes e contentes na fronteira e depois de uns 10 minutos em uma fila de carros, fomos recebidos em uma espécie de pedágio (veja a foto). E uma tia que parecia o Schwarzenneger versao feminina perguntou:
- Passaportes!
- Aqui estao.
- Quantos estao no carro?
- 5 pessoas
- Vao aonde?
- Boston, MA
- Abre o vidro de trás
- Ok
Entao, ela viu os nossos vistos americanos, passou os passaportes em um scanner, ficou com eles, e mandou a gente ir pra vistoria. Chegando lá, nos pediram a chave do carro e mandaram entrar em uma casinha onde havia um monte de gente esperando para ser vistoriado e um monte de caras vestidos de policial trabalhando atrás dos balcoes. Esperamos mais ou menos uns 25 minutos e uma outra menina veio chamando:
- Os brasileiros! Cadê os brasileiros!
- Estamos aqui!
Entao, ela estendeu a mao indicando que era para a gente colocar a mao sobre um scanner para eles obterem nossas impressoes digitais. Ela nao podia falar pois estava tomando um sorvete. Daí, ela carimbou nossos passaportes e grampeou o documento CBP I-94 A, de entrada nos EUA (que deve ser devolvido ao oficial canadense na saída do país) e nos devolveu. Ganhamos um papelzinho escrito "Cleared" e caímos fora. Pegamos nossa chave e seguimos pela estrada.
Depois de nossa recepçao simpática, entramos no estado de Nova York e logo nos deparamos com as maravilhosas estradas americanas, mas nosso GPS nos mandou pegar uma quebrada à esquerda para o estado de Vermont, onde passamos 1h e meia dirigindo à 70/80 km/h ou 40/55 MPH, coisa que a gente tem que se acostumar a converter, pois todas as placas sao em milhas por hora. Ah! E o GPS começou a indicar a velocidade máxima em cada trecho da viagem. Certinho... Esta passagem por Vermont foi muito legal, pois conhecemos o Lake Champlain. Um local muito bonito e cheio de barcos no lago por todos os lados. A paisagem lembrava muito os filmes americanos que a gente via quando pequenos. Passamos por muitas cidades que eram só algumas casinhas na beira da estrada. Todas as casas com bandeiras dos EUA.
 
Bem, depois deste passeio bucólico, chegamos na 89, onde passamos a maior parte da viagem e o terreno era sempre o mesmo: algumas montanhas baixas ao redor, duas a três pistas para ir e outras tantas para voltar... Entao, depois de quase 400km nesta estrada contando as placas dizendo: "Cuidado, Alce", "Cuidado, Urso", "Cuidado, Cervo", e passando pelo estado inteiro de New Hampshire, chegamos finalmente a Massachussets e pegamos a 93, que é pedagiada, mas aceitam dólares canadenses, com a proa já para a cidade de Boston. Chegamos logo e fomos acolhidos na casa de nossos amigos.

No outro dia, fizemos um tour pela cidade, que é cheia de história da pré-independência dos EUA, que é contada à partir dos prédios antigos, ruas e navios em exposiçao no porto. Almoçamos no antigo mercado do porto, que foi reformado há anos para conter muitos restaurantes onde se come de tudo. Acabamos pedindo pizza. O calor estava demais e queríamos sair dali logo. Saímos e ficamos mais uma meia-hora vendo um espetáculo de circo na rua muito legal. Depois fomos dar mais um passeio no porto, com direito a passeio de carrosel e tudo. Entao, fomos visitar os navios em exposiçao no porto. Vimos o USS Constitution, que foi um dos navios construídos após a declaraçao da independência dos EUA e que teve importantes vitórias na guerra contra o Reino Unido em 1812 pela consolidaçao da soberania americana. Depois tinha até uma fragata canadense que veio para participar da festa do 4 de julho, a independência americana. Bem, saindo do porto, fomos até Newport em Rhode Island para conhecer a praia, mas já estava bem tarde e ficamos só um pouquinho. Depois, fomos conhecer as mansoes do local e puxamos o carro pra casa.
 
No domingo, finalmente, fomos ao consulado resolver o lance do FGTS e já pegamos imediatamente o rumo de casa, onde chegamos 5h depois. Foi uma viagem bem rápida, mas já foi suficiente para deixar saudades, e conhecemos 5 estados americanos em um final de semana! Só faltam 45 agora... Tem bastante lugar bonito e é bem pertinho de casa.

E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!!

Abraçao e a Paz

quinta-feira, 22 de março de 2012

Visto Americano

Alô, Povo de Deus!

Ontem conquistamos mais uma etapa em nosso processo de adaptaçao aqui nas terras calientes (hoje fez 23 graus em plena primavera!!!). Conseguimos nossos vistos americanos!!! Agora, podemos ir para os EUA, que fica a 60km daqui e fazer compras bem mais barato em Plattsburgh (vulgarmente conhecido como Ciudad-del-Este pelos brasileiros) e em outras cidades, além de ir nas praias do Maine (programa de quebécois), Flórida e Disney (programa de quebécois). Para as compras, sei que existe uma cota em dólares que você pode trazer, mas se você pernoitar nos EUA, a cota aumenta bastante! Mas isso a gente conta quando descobrir como funciona.

Agora, sobre o visto. Este processo que fizemos é para residentes permanentes do Canadá. Para o pessoal que ainda está no Brasil, deve haver outro processo. O visto que pedimos é o B1, ou seja, turismo ou business, válido por 10 anos. O processo começa no site de vistos do governos dos EUA, onde você obtém as informaçoes para fazer o visto. Uma vez que você tenha entendido tudo, você pode preencher o formulário on-line DS-160. Neste site você preenche a sua requisiçao do visto e coloca também as fotos. Nós usamos as fotos que já tinhamos tirado para a renovaçao do passaporte brasileiro, escaneamos e fizemos upload no site do DS-160. Antes de terminar o pedido de vistos você tem que pagar 140 dólares por pessoa, informar o local onde você irá ficar nos EUA e escolher a data da entrevista. Se você estiver cadastrando várias pessoas de uma mesma família, você deve escolher a opçao de criar um novo membro da família ao invés de fazer um novo cadastro, toda vez que for cadastrar a nova pessoa.

Bem, a vantagem daqui de Montréal é que a gente tem um consulado americano na cidade, que fica na 1155 Saint-Alexandre. Nosso horário era pras 8h30. 08h00 já estávamos lá. Recepçao: uma placa indicando tudo o que a gente nao pode levar pra dentro do consulado, incluindo telefone celular, controle remoto de alarme de carro, mochilas (eles toparam deixar entrar a mochila do bebê), leite em pó do bebê (tivemos de preparar o leite antes de entrar), etc. E tudo o que fica fora é fora mesmo! A gente teve que voltar e colocar tudo no carro. Entramos, passamos pelo raio X que é bem rigoroso, e subimos para o visto. A primeira parte é entregar os passaportes para a tia da recepçao. Aí vem a primeira novidade: tem que entregar também os PR-Cards, que eles nao haviam pedido na confirmaçao da demanda no site. Ainda bem que a gente estava prevenido... Depois, fazemos o cadastro e vamos para a parte de tocar piano (colocar as digitais para eles cadastrarem). Por último a entrevista:

- Vocês vao pra Disney né?
- É...
- Legal, e à quanto tempo moram no Canadá?
- Um ano e meio
- Legal! E você trabalha com o quê?
- Com TI
- Mas seja mais específico
- Sou consultor em uma empresa de serviços
- Entao tá! O visto chega em 5 dias. Um abraço e até....

2 minutos de entrevista. Só eu falei.

No outro dia já recebemos um aviso por e-mail que os passaportes já haviam sido despachados para o local de entrega, que é em Dorval (bem longe daqui, mas pelo menos nao pagamos 16 dólares por passaporte para eles entregarem em casa...). Assim, vamos ter o visto em poucos dias.

Algumas dicas de documentaçao que a gente levou. O site pede para você levar só o passaporte. Porém, recomendo tambêm:

- PR Card (obrigatório)
- Passaportes antigos que houver
- Holerites de emprego, para provar que você trabalha aqui
- Levamos também nossos SIN (NAS) cards, mas acho que nao seria necessário
- Os comprovantes de agendamento e pagamento que você tem que imprimir do site depois que faz o cadastro.

Bem, é isso... Mandamos notícias quando voltarmos do Paraguai.

Abraçao e a Paz
Igor Schultz

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Comprovar Residência no Brasil?

Gente do céu...

Depois de ter falado um pouco sobre como fazer a documentação brasileira do bebê nascido no Canadá, chegamos finalmente ao tal do Cartório de Primeiro Ofício... com os documentos que haviam sido solicitados quando recebemos a certidão do consulado de Montréal.

Ao chegar no cartório, a moça nos informa: "ah, você precisa de um documento de identidade de cada um dos pais..." - beleza - "... e um comprovante de residência." Ops! A gente não reside no Brasil, por isso estamos aqui para registrar um bebê estrangeiro... "Ah, onde vocês estão hospedados? Você pode escrever uma declaração onde o seu anfitrião diz que vocês residem na casa dele..." Mas a gente não reside, a gente vai ter que mentir? "É, assim que é passado pra gente. Esse é o regulamento do nosso cartório, quer dizer, dos cartórios da região metropolitana, quer dizer, do estado do Paraná, sei lá...." Mas a gente não mora aqui. "Bem, então, tem um cartório geral em Brasília... vocês podem enviar a documentação para lá..." Cuméquié? Desisto...

Ficamos indignados, pois foi criado um regulamento que obriga a criar uma declaração falsa. Porquê isso!!!? Além disso, não avisaram nada disso pra gente. Agora, vamos ter que criar a tal declaração ou correr atrás do tal do cartório de Brasília???

Mas não vamos esmorecer, eheheh... Seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar.

Abração e a Paz

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Documentação do Bebê Québécois

Boa Noite, Pessoal!!!

Já estamos com toda a documentação do Thiago prontinha! Ele já tem passaporte brasileiro, canadense e certidão de nascimento brasileira e canadense também! Para fazer essa documentação toda para um bebê brasileiro nascido no Québec, o caboclo tem que rebolar muito, pois são muitas repartições diferentes e de países diferentes. Vamos fazer uma análise rápida do que aconteceu em cada caso, por ordem cronológica:

1. Certidão de Nascimento do Québec:

O processo de preparação da certidão de nascimento do Québec já inicia na maternidade. Antes de sair do hospital, as enfermeiras já te dão um formulário com várias vias para você preencher com os dados de nascimento do bebê e os seus. Você fica com uma cópia para dar entrada na certidão de nascimento, e o hospital já encaminha o restante para o Directeur de L'État Civil du Québec. Depois de chegar em casa com a criança, você pode ir até o Directeur de L'État Civil du Québec, que é tipo um Instituto de Identificação. Com a papelada recebida do hospital eles já encaminham o NAS (seguro social), a Carte d'Assurance Maladie (seguro saúde). Bem, na verdade, você solicita uma cópia da certidão para ficar com você. Tem 2 versões. A integral, mais parecida com a do Brasil, e a simplificada, que é um cartãozinho com as informações do bebê. Paga tudo pela internet (eu preferi ir na repartição, pois estava com medo de fazer algo errado) e recebe pelo correio os documentos. Dá em torno de 60 dólares;

2. Certidão de Nascimento Brasileira:

Esta é um pouco mais difícil, pois tem que juntar a papelada toda do Québec e mais um monte de documentos, originais e cópias (o cara do consulado faz a autenticação na sua frente). Quem cuida desse departamento é o Consulado do Brasil em Montréal. Tem que levar a certidão de nascimento do Québec e também o Acte de Naissance, que deve ser obtido junto ao Directeur de l´État Civil. Esse acte de naissance custa uns 80 pila (se você pedir entrega rápida) e tem exatamente as mesmas informações da certidão de nascimento. Não sei porquê o consulado brasileiro pede isso, e o pessoal do Directeur de l'État Civil me olhou de lado quando pedi os dois documentos "Porquê eles pedem isso?"... Dica: quando for pegar a certidão de nascimento do Québec, já peça o Acte de Naissance, que vai precisar... Além destes documentos do Québec, o consulado fornece um papel de requisição de certidão de nascimento. Tem que ser preenchido e assinado pelo casal (na frente do cara do cartório). Precisa também dos passaportes (xerox da página da foto e da página da assinatura). Tem que levar também a certidão de casamento. Depois que o oficial do consulado vê todos os documentos e os pais assinando, ele dá um protocolo para você buscar a certidão. Leva umas 2 semanas pra ficar pronto em Montréal. A certidão de nascimento entregue pelo consulado não é a certidão normal, que conhecemos no Brasil. Você precisa pegar este documento e levar a um cartório de primeiro ofício na próxima vez que for ao Brasil para fazer a certidão regular.

3. Passaporte Canadense:

Esse foi facílimo: baixe do site o formulário de preenchimento do passaporte, junte duas fotos do bebê no formato especificado (essa parte foi difícil, pois chegaram a querem cobrar 80$ pelas fotos! Mas acabamos indo na farmácia e fizemos por 20 doletas). As fotos têm que ser datadas e assinadas no verso. Junte também a certidão de nascimento do Québec, e vai em qualquer repartição do Passport Canada. É um departamento exclusivo para fazer passaporte. Não é que nem no Brasil, que a Polícia Federal cuida dos passaportes. Aqui, tem uma repartição que só faz isso! Ah! você precisa conhecer alguém que assine o formulário de preenchimento como "Guarantor". Esse tem que ser uma pessoa que te conhece por mais de 2 anos e que tem um passaporte canadense válido por 5 anos ou mais. Os caras vão ligar para perguntar sobre o bebê, a situação dos pais, etc. Difícil se você não conhece muita gente. Mas se você não conhece ninguém, você pode preencher uma declaração de que não conhece ninguém nesta situação, mas o processo vai correr mais lento. O passaporte leva umas 2 semanas também para ficar pronto.

4. Passaporte Brasileiro:

Com a certidão de nascimento brasileira, é possível solicitar o passaporte brasileiro para o bebê. Também é no consulado brasileiro e leva em torno de 1 a 2 semanas.

Agora, nosso bebê canadense, devidamente documentado, vai e volta do Brasil sem problemas!

E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!

Forte abraço e a Paz

quinta-feira, 3 de março de 2011

O Remédio Imaginário - A Imigração não vai Salvar o Québec

É isso aí, pessoal

Está rolando esta semana uma discussão aqui na província sobre um novo livro lançado por dois autores quebécois, dizendo que a imigração não vai salvar o Québec. Um deles deu até entrevista na televisão!

Os argumentos são simples. Os dois principais benefícios obtidos pela província através dos imigrantes são a redução da idade da população e o crescimento da economia.

Sobre o primeiro benefício, de acordo com pesquisa realizada pelos autores no Québec e em alguns outros países, seriam necessários mais de 200 mil imigrantes somente no Québec para parar o envelhecimento da população. Este ano a província irá acolher pouco menos de 50 mil e será um recorde (hoje saiu no metrô que eles não conseguem nem isso). De acordo com os autores, se o Québec não tivesse recebido nenhum imigrante desde 1971, a média de idade seria de 41 anos, ou seja, 1 ano a menos do que é hoje. De fato, para modificar significativamente a pirâmide etária, seria necessário 10 vezes mais imigrantes do que existe hoje.

Quanto à variação econômica, o perfil dos imigrantes recebidos pela província não favorece o crescimento, visto que existem diversos problemas culturais, de integração e de linguagem, que impedem que as pessoas ingressem imediatamente no mercado de trabalho. E as estatísticas falam por si: a média salarial dos imigrantes é de 20 a 40% da média de trabalho dos nativos. Os diplomas estrangeiros são dificilmente reconhecidos pelos empregadores locais, o idioma é uma barreira dificílima de transpor. Um imigrante com diploma universitário e com domínio da língua possui ganhos equivalentes a um secundarista quebecóis. Assim, não há ganho na arrecadação de impostos. Pelo contrário. Como minha experiência particular, conheço muitas famílias de brasileiros que vivem às custas do governo e por enquanto não querem saber de trabalhar, vivendo dos benefícios dados para os imigrantes. Isso apenas tratando-se dos brasileiros, que entendo ser em sua maioria um povo trabalhador. Imaginem os outros latinos, asiáticos, africanos, refugiados, etc. Gente, o pessoal não está vindo preparado mesmo. E precisa MUITA preparação. MUITA mesmo! Assim, me colocando sob o ponto de vista dos habitantes locais, é óbvio que olha-se para os imigrantes como quem está aqui para receber o dinheiro que é descontado mensalmente dos quebecóis, pois todo mundo divide o bolo.

Então, avaliando o resultado da nossa província e de outras também, o Ministério de Imigração já está estudando algumas mudanças no processo Federal, que tendem a selecionar mais o pessoal que está chegando:
  • O idioma passará a valer 20 pontos ao invés de 16;
  • Algumas profissões da NOC exigirão nível mais elevado de proficiência no idioma;
  • A idade que terá pontuação máxima será de 35 anos ao invés dos 49 atuais;
  • A experiência profissional terá sua pontuação reduzida de 21 para 15 pontos, mas será aumentada a quantidade de anos de experiência (hoje é 1 nos últimos 10 anos);
  • As profissões com exigência de reconhecimento de diploma precisarão ser reconhecidas antes da aplicação para a imigração;
  • Será reduzido o critério de anos de educação contínua (ainda em estudo);

Os especialistas em imigração aqui das terras geladas dizem que aqueles que possuem mais de 35 anos devem iniciar o processo imediatamente, pois o MICC não definiu data para colocar em vigor estas alterações. Mas percebe-se claramente que eles vêem o idioma e a baixa idade como fatores bem mais favoráveis ao sucesso do que a experiência profissional. Por enquanto, ainda não consegui avaliar isso, pois sou de TI e o trabalho é mais similar (para mim, não houve muita diferença, pois já trabalhava em inglês no Brasil e mesmo em Montréal, muito do meu trabalho é em inglês).

Bem, fica a sensação estranha de que estamos sendo meio "usados" por eles (nós trabalhamos, eles curtem), mas de qualquer forma, a vida é boa e na prática o que tenho visto é o contrário (eles trabalham e pagam impostos e nós curtimos). Já estou me sentindo meio em casa...

E seguimos com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!!!

Abração e a Paz

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Carteira de Motorista!!!

Salut, Mes Amis...

Hoje concluí o que penso ser o último passo em minha maratona de imigração: fui aprovado no exame prático da carteira de motorista. A carteira de motorista do Québec é emitida pelo SAAQ (Societé d'Assurance Automobiliste du Québec), ou seja, o Detran dos caras aqui. Veja a foto o estilo da repartição, ehehe...

A carteira é feita em duas etapas: a prova teórica (marcada via telefone) e a prova prática. Para cada uma delas é necessário um dia inteiro disponível. Outra informação importante é que, a partir de 10 de dezembro de 2010, os Residentes Permanentes com países conveniados (Brasil - Canadá), podem dirigir por 6 meses a partir de seu landing. Esta lei vale somente para a província do Québec. Para o restante do Canadá, assuma 3 meses, mas vale se informar em cada província.

1) Documentos necessários: para dar entrada no processo, é necessário nada menos do que:
  • Carteira de Residente Permanente (PR Card);
  • Confirmação de Residente Permanente (CPR). Este é o carbono que a gente recebe no aeroporto quando passa na imigração. Mesmo depois de receber o PR Card, este documento continua sendo pedido em muitos lugares. Na primeira vez que fui fazer o exame, não tinha o documento e não me deixaram fazer, mesmo com o PR Card;
  • Comprovante de Endereço Original: conta de TV a cabo, telefone, luz, etc. ATENÇÃO: Não vale contrato de aluguel;
  • Carteira de Motorista do Brasil - Vigente;
  • Tradução da Carteira de Motorista: esta tradução é solicitada no Consulado Brasileiro e custa $18,75. Para solicitar a tradução, você tem que levar o passaporte, a carteira de motorista e o money order de 18,75. Eles levam uns 10 dias para aprontar e você tem que ir no consulado buscar. ATENÇÃO: enquanto você não tiver a carteira de motorista do Québec e precisar dirigir, você tem que ter a tradução, pois ela comprova a quantidade de anos de experiência em direção;
  • CSQ: NÃO PRECISA, EHEHEHEH

2) No dia da prova teórica:

  • Você chega e entra na fila para as informações. A tia do balcão lhe dá uma senha e manda para a sessão de cadastro. Você vai, faz o cadastro e ganha uma outra senha, para tirar foto e assinar. Então, ganha uma terceira senha e vai para o pagamento da prova teórica ($10,00);
  • A prova teórica consiste em 3 grupos de questões com 4 alternativas (A, B, C, D) cada uma. Todas as questões são exatamente iguais àquelas do simulador do SAAQ. Então, se você estudar pelo simulador, passa tranquilo. As questões são agrupadas em: legislação, sinalização e segurança e prudência no trânsito. É muito fácil. Você pode escolher fazer em inglês e francês e pode levar dicionário! Não há tempo limite para terminar a prova. Fica o dia inteiro se quiser. Você pode errar no máximo 5 questões de 16 no primeiro grupo, 8 de 32 no segundo grupo, e 5 de 16 no terceiro;
  • Depois que você sai da prova, você pega mais uma senha e vai para marcar o exame prático. No meu caso, foi marcado 2 dias depois do teórico, ou seja, hoje. Voltei pra casa feliz...

3) No dia da prova prática:

  • Você pode fazer a prova prática com o seu carro ou com carro alugado. Se você fizer com seu carro, é necessário que o carro atenda os seguintes requisitos: todas as lâmpadas e piscas devem estar funcionando, os vidros não podem estar riscados ou com obstrução à visualização, a buzina tem que estar funcionando e o freio de estacionamento (de mão) deve impedir que o carro ande, mesmo que você coloque primeira e acelere um pouquinho.
  • Cheguei e fui na fila da informação de novo, onde ganhei uma senha para o pagamento. Depois, cheguei e paguei a taxa de prova prática ($ 25,00) e ganhei mais uma senha para fazer a prova.
  • No meu caso, eu fui fazer com carro próprio e o inspetor fez todas estas verificações no meu carro. O freio de estacionamento não conseguiu fazer o carro ficar parado e tive de alugar um carro ($40,00). Já tem várias auto-escolas-locadoras-de-carro na vizinhança (cartel) e não foi difícil, e eles me deixaram entrar na fila sem pegar senha de novo. Então, fui fazer a prova.
  • Durante a prova, o instrutor presta atenção nos detalhes de: olhar os pontos cegos antes de mudar o carro de direção (virar a esquina, mudar de faixa, etc). As linhas de parada devem ser respeitadas. O carro deve parar completamente. As placas de velocidade máxima devem também ser respeitadas. Os semáforos, que são diferentes do Brasil, também devem ser respeitados. Veja um exemplo: eu parei no sinal fechado e precisava virar à esquerda. Parei, liguei o pisca e fiquei esperando. Quando o sinal abriu, apareceu uma seta verde apontando pra frente. Não posso me mover. Mas a gente tem a tendência de sair com o carro. No Québec, tem que esperar a seta para a esquerda ou a bola verde aparecer, ehehe... Morri de medo e nervosismo a prova inteira, mas cheguei inteiro. E o cara mandou também fazer baliza, entre dois carros de verdade, mas a vaga era gigantesca... Tranquilo. o duro é dar a ré virando pra trás para olhar o pára-brisa traseiro (obrigatório)...
  • Depois da prova, o examinador me deu a senha para pagamento das taxas de habilitação ($107,00). Após o pagamento das taxas, a moça do balcão me deu a senha para uma nova foto e assinatura. Eu me certifiquei que os anos de experiência de direção no Brasil seriam constantes no prontuário. Tudo certinho, mas foram duas tardes inteiras!!! E no Detran ia ser coisa de 1h, sei lá...

Agora, depois de 189 senhas e $182,00 mais pobre, cuidem-se todos os montrealeses, pois "I got a ticket to ride and I don't care..." como dizia Paul Mcartney...

E vamos seguindo motorizados, com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!!!

Abração e a Paz

terça-feira, 30 de novembro de 2010

PR Card Chegou!!!

Olá!!!

Mais um passo da imigração concluído. Agora, estamos contando de trás pra frente, as poucas coisas que ainda faltam fazer, que na verdade não são tão poucas, mas são menos do que as que tem pra fazer se desistirmos de tudo... Ah, deixa pra lá... Enfim, agora, com o cartão, tenho finalmente um documento canadense com foto, o que tem sido muito solicitado aqui, mas principalmente, agora tenho o direito de voltar ao Canadá depois que eu sair (porque o direito de sair eu já tinha, só que não podia voltar...). Na verdade, o cartão somente é solicitado a você quando você entra no Canadá. Fora isso, ele dificilmente é solicitado. A permit de conduire (carteira de motorista) é o documento de identidade mais utilizado.

E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!!! Tomara que me deixem entrar de novo com essa cara na foto....

Abração e a Paz

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cheguei no Canadá!!!

Olá, Povo de Deus!

Peço desculpas aos puristas, mas este relato será cronológico, desde que eu saí de Curitiba até o momento em que estou agora, 7h35am no aeroporto de Toronto:

16h09 - Acabei de entrar no avião. Está um dia lindo de sol. A despedida foi uma sensação estranha, de estar no aeroporto e não estar trabalhando. Me despedi de todos e percebi que agora estava completamente por minha conta. Se eu não me mexer, não vai! Fiquei na última fila (aquela que não reclina e que o espaço pras pernas é curto...) mas nem deu pra notar...

16h24 - O embarque está demorando... a sensação é de um meio-termo entre lá e aqui. Muita vontade de sair correndo pra fora do avião. Todas as pessoas de quem me despedi passam pela minha cabeça. Que loucura!!!

16h25 - "Tripulação, portas em automático"

16h29 - O avião se move... não tem mais volta. Vejo as janelas do mirante do aeroporto e sei que minha família está lá me olhando... Quero abraçá-los! Frase do dia de novo na minha cabeça: "de onde eu fui tirar uma maluquice dessas!!!"

16h37 - "Tripulação, decolagem autorizada" É fácil dizer que se vai ao Canadá, é fácil planejar tudo, mas agora, não há mais planejamento... tem que fazer acontecer. A última oração antes da decolagem e vamos! E um presente! O pico Olimpo, do Marumbi, passa bem pertinho, e ao fundo, o Anhangava e o Pico do Paraná. Obrigado, Senhor!!! Será que estou preparado para isso? Resto da viagem... Lágrimas e copos de água.

17h20 - Pouso em GRU. Uma nuvem de poeira cobre SP. O avião da Air Canada, que tantas vezes vi em minhas viagens de trabalho, estava lá parado. "É hoje que vou entrar nesse avião...", agora é pra valer, não vou mais pegar avião pra casa... Opa, mas onde é minha casa mesmo?

18h30 - Saio do desembarque direto pro Check-In da Air Canada em GRU (Terminal 2, Asa D, lá no final do aeroporto). Em Curitiba, as bagagens são enviadas direto para Toronto, mas é necessário confirmar o Check-In de novo em GRU no guichê da Air Canada. A fila é enorme. Conheço a primeira personagem da história, uma senhora chamada Francine. Ela comenta que a vida é tranquila em Montréal e que será fácil para mim, pois, como sou brasileiro, sou muito extrovertido, e as pessoas de lá gostam disso (os caras devem estar precisando se divertir pra caramba, pois sou um tapado...). Ela mora em Laval.

18h35 - Check-In: não perguntaram nada das bagagens de mão (despachei 2 malas grandes e levei a mochila do computador e a mala de ternos na mão). Perguntaram só se eu estava levando armas, animais, plantas e se os líquidos estavam embalados em plástico transparente. Quando o cara do Check-In viu o visto, perguntou pelo documento CPR (aquele formulário que a gente recebe com os vistos que tem as fotos coladas). Entreguei, o cara só conferiu e fez o check-in. Apesar do horário de embarque ser 20h00, ele recomendou que eu estivesse na sala de embarque às 19h30, para evitar a fila de emigração do embarque internacional, que depois desse horário fica enorme, e corre-se o risco de perder o avião.

18h40 - Corro o aeroporto inteiro atrás de trocados em dólar canadense. Consegui somente trocar uma nota de $100 por 2 de $50. Eu achava que seria necessário levar trocados por causa do carrinho de malas, que custa $2. Mas não precisa trocar não.... Então, corto o cabelo, compro um cartão de internet de 2h da Telefônica (R$ 18,00) e como um McDonalds. E vou para o embarque.

19h15 - Na emigração, logo depois do Raio-x, apresento o passaporte, ele é só olhado e tchau! Então, chego ao portão 24, para embarcar. Todo mundo já está lá, mas tem um avião da Lufthansa ainda encostado.

19h30 - Falo com minha família no Skype e posto uma mensagem no blog. Que saudade...! E vem o tratorzinho puxando o avião da Air Canada... Meu, tá chegando a hora!!! E tá acabando a bateria do notebook. Acho uma tomada e sento no chão. Aparece uma americana de NY chamada Audrey, que quer carregar o celular, e batemos um papinho. Ela também fica impressionada sobre como os brasileiros são extrovertidos... Quero ver quando eles conhecerem minha mulher!!!

20h30 - Começa o embarque. Tenho que desligar o Skype e estou muito ansioso, pois foi meu último contato com a família antes da imigração. Falei novamente com a Francine e ela me deu uma moeda de $2, gentilmente. Entramos no avião, que é muito confortável, tem tomada e entrada USB em todos os assentos, dezenas de filmes, música, etc. Carreguei toda a bateria do celular e do note durante a viagem. Mas não consegui aprender como faz pra tocar as músicas do MP3 conectado. Então, chegou a Patrícia de Brasília, que sentou ao meu lado e também é imigrante, e também vai para Montréal!!! Que legal!!! Coincidência, não?

21h10 - Decolamos pontualmente. Já serviram a janta e deram um formulário de declaração de valores, que precisará ser entregue na chegada ao Canadá, mas os comissários de bordo atendem em Português, Inglês, Francês e Espanhol e ajudam a preencher o formulário. Sem problemas. Depois da janta, um vinhozinho e dor de cabeça. E o vôo segue, com muita turbulência e sempre com nuvens abaixo. Não consigo dormir de tanta ansiedade... O ar condicionado do avião deixa a respiração difícil e frequentemente temos de tomar água, que é oferecida de hora em hora.

04h48 - Finalmente, consegui dormir e as tias aparecem com o café da manhã. Um quiche ou ovos mexidos. Terrível... Vamos pousar em 15min. Muita ansiedade!!!

05h15 - Pousamos em Toronto. Muito frio na ponte de embarque, mas nada que assuste um curitibano. Seguimos direto à esquerda pela escada rolante, para a aduana (customs). Eles pedem só o passaporte e o documento de valores preenchido no avião. Perguntas: "Vai pra onde?" Montréal. "Quanta grana tá trazendo?". "Vai trazer alguma coisa depois ou tá tudo contigo?". Então, saindo da aduana, seguimos diretamente para a imigração... Que meda!!!!

05h45 - Imigração: a atendente, muito simpática, pega o passaporte, olha o visto, e pede o CPR. Entrego, ela tica a caneta os dados do CPR com os do passaporte. Me pergunta: "Os outros membros de sua família virão depois?" Sim. Então, me pergunta: "Quanto dinheiro está trazendo?", e "Tem outros bens que virão depois, ou está trazendo tudo?". Tudo. Então, me pede o endereço para envio do PR Card. E dou o endereço de Montréal... pára tudo.... Ela olha o CPR e a cidade está Vancouver. Então, ela pergunta: "você mudou de cidade? Porquê?". Falei que havia mais oportunidades de emprego em Montréal. Ela vai até o fundo do balcão e conversa com um outro atendente: "Ei, para a província de Québec, precisa informar o 'tal' do CSQ, né?" o outro cara responde: "Sim. sem o CSQ, ele não entra". Ele vira pra mim e diz: "Sem o CSQ, você não entra". Todos os meus pesadelos estavam se tornando realidade....

05h55 - Então, eu falei: "Olha, eu fui orientado por um funcionário do consulado do Canadá no Brasil que não haveria problema, mas se quiser, tenho até um endereço em Toronto..." Ela disse: "Não sei porque o pessoal do governo faz assim. Olha, se eu informar a província de Québec no sistema, o campo do CSQ fica obrigatório..."....

06h00 - Milagrosamente, ela falou: "mas deixa eu tentar aqui..." todas as formas de solução para ficar em Toronto começaram também a passar em minha cabeça... Lembrei de outro colega que passou por algo parecido e até postou em um blog. De repente, ela diz: "Ah, passou! Tá pronto". E fiquei esperando ela dizer: "Welcome to Canada!", e ela disse: "It's Over... Next!!!!"

06h30 - Saímos da imigração e eu comecei a chorar. A Patrícia não percebeu que eu estava pagando um king-kong, mas não consegui guentar. Então, fomos para a esteira de bagagens pegar nossas bagagens e levar para a esteira de Montréal. Pegamos o carrinho de $2. Tem uma tia que troca o dinheiro, então, não precisa levar trocado. Ela fica do lado dos carrinhos. E o carrinho só anda se você apertar a manopla dele para baixo. Eu ficava reclamando que o carrinho não andava, até que a Patrícia veio e disse: "aperta aqui, ó..." (manezão)... Então, passamos pelos policiais novamente, agora com todas as bagagens, entregamos o cartão que nos foi dado no avião, e novamente, 3 perguntas: "você está imigrando hoje?", "quanto dinheiro está trazendo?", "tem outros bens que vão vir depois?" e fomos para a esteira de Montréal. Para colocar a mala na esteira, tem que mostrar o cartão de embarque e a mala é você mesmo que coloca. Tem que colocar de cabeça pra baixo (upside down), ou seja, com as costas da mala pra cima. Então, livre para o aeroporto de Toronto!!!

06h40 - Me despedi da Patrícia, que já partiu para Montréal, e saí para o aeroporto, já que meu vôo é às 12h00 (isso foi um exagero). O cara que cuida da trilha sonora parece que me conhecia, porque só as músicas que eu gosto estão tocando nos alto-falantes. Tudo limpo, vazio... Fui até a rua... Noite escura e bastante frio, mas nada que assuste um curitibano. E internet grátis no aeroporto inteiro. É só conectar a rede da Rogers (Pearson Wi-Fi), abrir qualquer site e seguir as instruções.

Bem, agora, aqui é meu novo lar. Vamos seguir com o resto do plano!!! Sempre com passos firmes de quem sabe onde quer chegar! Agora, vou no Tim Horton's tomar um café, que também sou filho de Deus...

Abração e a Paz

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Saindo do Brasil Se-pa-ra-da-men-te

Oi, Povo de Deus


Essa semana rolou na Internet uma discussão sobre a saída do Brasil para o Canadá separadamente. Será que tem algum problema de uns irem na frente e outros depois? Existem algumas regrinhas básicas que vou tentar explicar abaixo.


Primeiro, o Aplicante Principal deve sempre ser o primeiro a fazer o landing (processo de chegada ao Canadá no setor de imigração). Os outros aplicantes poderão estar junto com ele ou chegar mais tarde, mas nunca antes do aplicante principal.


Segundo, existem também regras para viajar com os filhos: se ambos os pais não estiverem acompanhando eles, será necessário efetuar alguns procedimentos:


Todos os passageiros menores de 18 anos têm que possuir autorização para viajar ao exterior, caso não estejam acompanhados de ambos os pais ou responsáveis legais. Conforme a Polícia Federal de GRU (11 6445-2112), a autorização deve ser feita conforme abaixo:


Autorização com firma reconhecida por AUTENTICIDADE:


É uma carta assinada por ambos os pais em DUAS VIAS iguaizinhas, autorizando o filho a viajar desacompanhado dos mesmos ao estrangeiro, pelo prazo da viagem. Uma das vias vai ficar com os caras da PF quando vocês se apresentarem na saída. Se um dos responsáveis ficar no Brasil, seu nome deve constar na carta como que autorizando a viagem, e ambos devem assinar. A firma reconhecida por AUTENTICIDADE significa que você assinou na presença do tabelião. Não adianta assinar em casa e pedir pra esposa ir no cartório reconhecer a firma, e vice-versa... Veja o exemplo abaixo:





Agora, se o menor tiver menos de 12 anos, aí tem que ter autorização do Juizado de Menores para os casos em que viaje desacopanhado.

Segue um link com a legislação competente:

http://www.cnj.jus.br/images/stories/docs_cnj/resolucao/rescnj_74.pdf

A dúvida que apareceu na minha cabeça foi: mas a gente não tem data para voltar, então, qual será o período de ausência? Então, aproveitando que estou em GRU, fui até a Polícia Federal para perguntar. Os caras disseram "Ah, inventa uma data aí, ó... ninguém vai cobrar isso depois. É só pra apresentar na saída mesmo...". Então, tá...

Então, vamos providenciar a dita declaração... E seguimos com passos firmes de quem sabe onde quer chegar... Tá chegando a hora!!!

Abração e a Paz