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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Testando o Train de Banlieue

Allo, Povo de Deus
O "banlieue" é a regiao que fica em volta de uma metrópole principal, como Montréal. É a melhor traduçao em francês para a palavra inglesa "suburb", mas nao cai bem com o português "subúrbio". Esta palavra descreve os locais bem distantes do centro, onde se pode morar com tranquilidade e muita qualidade de vida, mas em um lugar como Candiac, dá até pra ouvir a grama crescendo...

E aqui na regiao de Montréal, a Agence Métropolitaine de Transport (AMT) disponibiliza uma rede de trens e ônibus que levam para o banlieue, indo para várias direçoes. O trem é sensacional, muito limpo, confortável e silencioso. Daqui de casa até o centro de Montréal (estação de metrô Lucien L'Allier) leva un 40 minutos. Veja o mapa abaixo. A nossa linha é a amarela. Pegamos o trem na estação Candiac, que fica à menos de 5 minutos de carro de nossa casa.


O que precisa prestar atenção em relação ao trem é a grade de horários. Existem algumas linhas, como a nossa, em que o trem não passa toda hora. Ele vem pro centro algumas vezes de manhã e volta para Candiac algumas vezes à tarde. O último trem para casa é às 18:20. Depois, só de ônibus, e o horário também é restrito, mas mais disponível. Assim, por exemplo, ao se escolher um lugar para morar no banlieue, é importante saber se os horários do trem serão compatíveis com as atividades que a gente tem no dia, que não são somente ir e voltar do trabalho, mas também podem ser levar as crianças para a escola, o bebê para a garderie, algum esporte, atividades sociais ou na igreja, etc. O que normalmente o povo faz é ir de carro ou bicicleta até a estação e deixar seu transporte lá para pegar o trem, apesar de que é possível viajar com a bicicleta no trem em alguns horários. É possível também pegar um ônibus para ir até a estação, cujos horários são sincronizados com os horários do trem.

Preços:
O trem é pago como o metrô. Pode-se comprar um passe mensal ou ainda outros passes. Porém, antes de saber os preços é importante conhecer as zonas de tarifação da AMT. Dependendo do lugar onde você mora (mais longe ou mais perto), a tarifa muda de acordo com as zonas. No nosso caso, em Candiac, estamos na zona 5. No site da AMT tem um link para as tarifas e um mapa das zonas.

A AMT divide as tarifas em três categorias:
  • Train: passe só para usar o trem;
  • TRAM: passe válido para o trem, toda a rede de ônibus metropolitano e o metrô de Montréal
  • Ônibus metropolitano: passe válido somente para o ônibus (o preço varia conforme o destino).
Veja algumas tarifas (preços em CDN$):
  • Passe de trem individual (uma viagem só de ida): $7
  • Passe de trem mensal - zona 5: $ 125
  • Passe de trem reduzido estudante - zona 5: $88
  • Passe TRAM mensal - zona 5: $147
  • Passe de ônibus metropolitano mensal à Montréal: $96
  • Passe de ônibus metropolitano individual à Montréal: $6,75
Para se ter uma idéia, o passe mensal de metrô e ônibus em Montréal pela STM custa $75 o regular e $45 o reduzido estudante. Assim, tem que se considerar esta mudança no orçamento do transporte quando se muda para o banlieue. Mesmo assim, é muito mais barato do que ir de carro ao centro, além de fazer bem ao meio-ambiente.

E vamos seguindo sempre em frente, com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!

Abração e a Paz


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Primeira Viagem de Metrô do Bebê

Olá, Pessoal!

Há quanto tempo!!! (sem comentários... quase 1 mês sem atualizar nada aqui...)

Depois de algum tempo, nosso pequeno québecóis já decidiu passear de metrô. Aqui vai um vídeo contando sobre a aventura dele, durante um passeio de minha família para me encontrar no centre-ville. É importante notar que o pequeno dorme mesmo quando o metrô chega, ehehe....
Algumas coisas importantes a notar:
1) os trens do metrô são praticamente os mesmos desde que o metrô foi implantado em 1966 pelo engenheiro Lucien L'Allier, falecido em 1978 e cujo nome foi atribuído a uma estação de metrô sob o Centre Bell, onde jogam (e perdem) o time de hóquei dos Canadiens de Montréal. Os trens novos estão sendo desenvolvidos pela empresa québecóise Bombardier e serão colocados em linha em 2014. Alguns dias atrás apareceu no jornal o primeiro protótipo e o prefeito Tremblant deu uma voltinha nele...
2) percebam que no filme a estação de metrô LaSalle, a mais próxima de onde moramos, não possui acesso facilitado à plataforma para pessoas de idade ou com locomoção limitada. Isso é comum nas estações de metrô aqui. Algumas têm infra para pessoas com necessidades especiais, mas em muitas os caras têm que se virar, e a população aqui tem idade avançada.... Vejam que mesmo para descer com o carrinho de bebê é uma dificuldade...
E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!!!
Abração e a Paz
Igor Schultz

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Preso no Metrô!!!

Oie, Pessoal

Hoje o dia foi sensacional: depois de nos encontrarmos eu e a Cris para um exame de gravidez no hospital, estávamos voltando pra casa no Metrô e quando pegamos a linha laranja para ir pra casa, o Metro ficou algo como 1 minuto parado e de repente, o aviso: "Devido a vazamento de gás na linha laranja, o serviço está interrompido por tempo indeterminado". Então, desligam tudo: os trilhos, a ventilação dos túneis, as luzes dos vagões, e a gente começa a saber como se sente uma picanha assada. Ainda mais a Cris grávida... Corremos para a linha azul para tentar pegar o metrô no outro sentido, mas lá também estava tudo parado. Enfim, foi mais de 1h de espera para conseguir passar o primeiro trem. E o engraçado é que aconteceu ontem a mesma coisa! A estação Lionel-Groulx me lembrou um pouco o Brás, em São Paulo, de tanta gente que estava esperando o metrô...

No jornal do metrô disse que houve vazamento de gás - ontem e hoje, forçando a interrupção das linhas.

Por aqui, correm notícias de pessoas que se suicidam, se atirando na frente dos trens quando eles chegam na estação. Por isso, existe a "semana de prevenção do suicídio" (sério, tem até isso aqui em Montréal). Então, quando as linhas do metrô são interrompidas, sempre todo mundo se questiona se alguém utilizou o remédio mais eficaz contra a depressão (brincadeira)... Sabemos que o Remédio maior nunca falha!!!ehehe.

Mas agora, estamos todos em casa e seguimos a vida... Seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!

Abração e a Paz
Igor Schultz

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Caminho do Trabalho!

Ola, Pessoal

Segue um video com o roteiro de onibus de minha casa ate o trabalho, com legendas explicativas, para todos curtirem...

Um abraco e a Paz

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Primeiro Dia em Montréal

Bom dia!

Seguindo a série "postagens com uma semana de atraso", seguem as novidades do primeiro dia de vida em nosso novo lar:

Estou hospedado na casa de amigos, que gentilmente me cederam o quarto do bebê. No primeiro dia, acordei com calor, pois os aquecedores (chauffage) do apartamento são bastante eficientes, e a gente fica realmente suando... Lá fora estava muito frio, mas o dia amanheceu com céu limpo, sem nuvens, então, resolvi sair para uma corridinha. Foi uma grata surpresa... O lugar onde estamos aqui é muito bonito, e tem pistas de corrida em meio a bosques de maple, tudo amarelinho e vermelho. Muitos esquilos correndo pela floresta. O cara aqui ficou impressionado... Bem, posso dizer que a primeira impressão foi "romântica".

Depois da corrida, fui para o centro fazer a primeira coisa que todo o imigrante deve fazer: o Social Insurance Number (SIN), ou Numéro d'Assurance Social (NAS). É uma espécie de CPF, que lhe dá direito a um monte de coisas. E para trabalhar, os recrutadores costumam pedir o primeiro número do NAS para saber o seu status como imigrante. O número "9" não é bem visto aqui, pois é visto temporário, ou seja, você pode ser um refugiado, e tem muito disso aqui. O meu número - confidencial - começa com "3" - residente permanente. Para fazer o NAS, bastou eu ir no Service Canada. Tem vários escritórios espalhados pela cidade. Eu fui no centre-ville (200 Blvd René Levesque ouest). Fui atendido prontamente, sem filas, e em menos de 10 minutos já estava com o NAS. Não perguntaram nada do CSQ.

Então, mais uma novidade: aqui as grandes ruas e avenidas possuem o título de "Est" e "Ouest", e para quem não está acostumado, isso pode ser um desperdício de tempo. Então, caminhei até o número 200 da René Levesque para descobrir que ele não existia, porque eu estava indo na direção "Est". Tive que voltar até o zero e começar tudo de novo na direção "Ouest"...

A primeira impressão foi a do transporte público. Aqui, você paga por tempo de uso, e não por viagem. Então, custa $2,75 por 2h de transporte. Neste período, você pode usar o que quiser: ônibus (autobus), metrô (metro), e acho que até o trem (train de banlieue). Então, já comprei um cartão para 1 semana, que me saiu $18. Por este preço, ando quantas vezes quiser durante a semana toda. Quando já estivermos com a rotina por aqui, também posso comprar o passe mensal, que custa $70 e vale do primeiro ao último dia do mês.

No centre-ville, muitas obras. Parece que a cidade inteira está em reforma. Os prédios são muito antigos (exceto os do governo, que são novos), e em cada esquina existe um lugar para alugar bicicletas e existem ciclo-faixas (pequenas ruelas sinalizadas onde só andam bicicletas) por todas as ruas. Você passa o cartão de crédito e por $5 você anda meia-hora. Isso é caro, mas se você comprar um cartão para toda a temporada (março a novembro), custa só $78. Você pode alugar só por meia-hora também, mas um colega aqui de Montréal disse que você deixa a bici em outro quiosque antes que complete-se a meia-hora e pega outra. Enfim, este transporte não é para passear. É para se deslocar rapidamente no centre-ville e outros lugares de Montréal. Sempre ao lado das estações de metro tem um quiosque de bicicleta.

A segunda atividade do dia foi me inscrever no sistema público de saúde (Régie d'Assurance Maladie). Lá a gente passa por uma rápida triagem, então, recebe uma senha e fica aguardando. Eles nos chamam e a gente vai para o guichê ser atendido. A mulher pediu o CPR (segunda-via do comprovante de residente permanente, que entregam no aeroporto) e o passaporte. Pediu também o CSQ (lá vem o golpe.... pensei). Então, falei: não tenho! E ela disse "tudo bem. Vou colocar aqui que você não tem". E precisava também do comprovante de endereço. Como ainda não tenho endereço, ela disse que este documento ficou pendente e que eu precisaria enviar um fax posteriormente para eles com uma declaração solene autenticada, com o meu hospedeiro aqui de Montréal dizendo que eu realmente resido com eles. Aqui é mais fácil, pois bancos, repartições públicas, universidades, delegacias de polícia, muitas repartições que têm fé pública podem ser usadas para autenticar assinaturas. Então, o meu hospedeiro foi depois comigo ao banco e assinou na frente do atendente. Este, por sua vez, assinou também e colocou o carimbo. Daí, enviei mais tarde por fax para eles. Espero que esteja tudo certo. O cartão de Assurance Maladie leva 3 meses para chegar.

E assim, houve uma tarde, uma manhã, primeiro dia... E seguimos com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!!!

Abração e a Paz