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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Conhecendo um Pouqinho do Québec

Oi, oi, Gente Querida!

Aproveitamos as férias de verão deste ano para fazer uma coisa que a gente nunca teve oportunidade de fazer desde que chegamos ao Canada: Turismo!!! Isso mesmo: o negócio foi chegar, trabalhar, estudar, ter nenê, e tudo mais. Assim, como sempre dissemos, as nossas poucas visitas conheceram mais o Canada do que a gente mesmo. Mas neste verão, esta realidade começou a mudar! Pegamos as nossas trouxas e partimos em viagem por duas semanas... Yuppiii! Seguem comentários, fotos e vídeos do que foi esta epopéia (para quem nunca viajou pelo QC, foi algo excepcional!)

Ville de Québec
 
Bem, nossa primeira escala foi a Cidade de Québec, capital da Belle Province, que contém muita história sobre a colonização francesa e a conquista inglesa. Dá pra entender muito sobre a cultura atual quando a gente visita a Capitale Nationale. Fomos na verdade visitar nossos amigos que haviam recém chegado do Brasil imigrando e aproveitamos a visita para fazer turismo. Assim, conhecemos o Chatêau Frontenac, imponente diante do fleuve St Laurent, e que hoje abriga um hotel chiquérrimo. Vimos também as Plaines d'Abraham, onde muitas batalhas entre ingleses e franceses foram travadas no séc. XVIII pela conquista do Québec. No dia em que visitamos, estava havendo um show. Percorremos as escadarias que descem pela borda da Cidadela e entramos lá para ver a troca da guarda e tirar foto com o guarda e cutucar ele pra ver se ele muda sua fisionomia. Sem sucesso... o cara é uma rocha. Mas ele nos olhou de cantinho pra ver minha estupenda barriga e a pochette ridícula da máquina fotográfica...

Passeamos pela velha Québec, que é uma parte da cidade onde os prédios do tempo da colonização foram preservados e tem muita história pra contar também. E é cheia de lojinhas e restaurantes legais. Vale a pena conhecer.

No outro dia, fomos visitar as Chutes Montmorency, na saída norte de Québec, perto da Ile d'Orléans. Nosso plano era também visitar a ilha pois é muito pitoresca, mas acabamos ficando só nas quedas mesmo. Chegando lá, tem um estacionamento de 11 pila pra pagar. Depois, descobrimos que na parte de cima do parque existe uma pracinha normal onde todo mundo pode estacionar como em qualquer praça, ou seja, sem pagar... Saímos do centro de recepção, que só tem na entrada de baixo do parque, em direção às quedas, e nos deparamos com a impressionante escadaria que temos que subir para ver as quedas de cima. No entanto, perto dos 35 dólares por cabeça para subir de teleférico, a escada é facílima de subir...

Antes de subir a escada, fomos bem pertinho da cachoeira para sentir o caldo geladão. Nossa! O caboclo fica completamente de banho tomado. Então, subindo a escadaria, fomos revezando com o Thiago. Cada um subia um pedacinho. Lá em cima tem lugar para fazer piquenique bem legal com mesas e tudo mais. Um pouco mais adiante tem algumas pontes e chegamos ao topo da cachoeira, onde podemos vê-la de cima. Bem legal. Tem também um restaurante chique e umas banquinhas que vendem chips e refrigerantes.


















Jardim Botânico de Montréal e Planetário

 
Nos dias que se passaram, aproveitamos para visitar o jardim botânico de Montréal, no parque Maisonneuve, e o planetário, no estádio Olímpico. Na verdade, tudo isso faz parte de uma iniciativa chamada Espace pour la Vie, organizado pela equipe do Ministério do Parque Olímpico. No Jardim Botânico, o ingresso dá direito à duas visitas e aproveitamos para visitar as estátuas gigantes feitas de plantas. Dentro do Jardim, que é enorme, existem muitas regiões do mundo representadas. Conseguimos visitar o jardim chinês, o alpino, e até demos de cara com uma raposa. O jardim chinês inspira uma paz impressionante. Além disso, existe também o insectário, que é uma exposição permanente de insetos, onde a gente aprende muita coisa. E tem cada bichão nojento também, dignos de terem saído do filme King Kong....

A lição que aprendemos é: realmente não dá pra se ver todo o Jardim Botânico em uma só visita... Por isso os caras deixam voltar duas vezes.

O planetário tem sessões de hora em hora, algumas em inglês e outras em francês. Tem que olhar no site para conferir o horário. São dois shows e entre eles tem um intervalo de 30 minutos onde um telescópio poderoso fica na rua para o povo observar os astros. Vimos a lua bem de pertinho e saturno. Bem. O primeiro show - Continuum - é sensacional e usa uma tecnologia tipo cinema 360 graus. E os assentos são puffs jogados no chão. O Thiaguinho entrou mas se escondia em nosso colo de medo, pois o som é muito alto e as imagens são impressionantes. Chega a dar vertigem mesmo, pois viajamos aos confins do universo! O segundo show é típico de um planetário, onde as estrelas são projetadas na abóboda do teatro e a tia fica explicando o que são as constelações, etc. Mas na hora que a gente estava vendo deu defeito e acabamos vendo só um pedacinho do show. Mesmo assim foi legal.

Mont-Tremblant

Nossa próxima parada foi a badalada Mont-Tremblant, à mais ou menos uma hora e meia de carro de Montréal. No inverno uma estação de esqui chique, no verão vira uma festa de tudo quanto é coisa. Conseguimos um pacote em um hotel Marriot que incluía passeio no telecabine, um teleférico que sobe até o ponto mais alto das montanhas da região.

A cidade parece uma cidadezinha de bonecas europeia, onde todas as casas são estilizadas e tem muita coisa bonita pra ver. O lago Tremblant é lindo e enorme, com várias cidades em volta. Na praça principal, no norte da cidade, tem várias atividades de verão, e as crianças aproveitaram para descer uma espécie de carrinho de lomba que vem de lá de cima da montanha. Super!
 
Chegamos no sábado para passar o fim de semana e já saímos pra passear no comecinho da noite. Saímos para jantar em um restaurante perto do hotel e Visitamos um laguinho que tem perto da cidade onde um monte de patos saíram e vieram nos dar um alô. Demos a volta no lago e voltamos para subir até o topo da cidade. É uma escalada... ehehe.
 
No telecabine, a gente sobe, sobe, sobe e vê tudo ficando pequenininho, e é impressionante como a temperatura muda! O telecabine é quente, mas à medida que se vai subindo vai ficando frio... Lá em cima tem muitas trilhas e um mirante bem legal onde a gente consegue ver toda a cidade e o lago inteiro. Na vila de Mont-Tremblant também tem um teleférico grátis que funciona o dia inteiro e leva as pessoas da parte alta da cidade até a parte baixa e vice-versa. Muito útil quando a gente quer voltar para o hotel depois de ter "escalado" a cidade morro acima.

Saí para explorar as trilhas em uma corridinha de 9k e foi muito legal. Mont-Tremblant tem uma cliclovia que corta todas as montanhas e passa por vários rios, variando os trechos em asfalto, trilhas de mountain-bike e pontes de madeira. A paisagem é sempre estonteante. Tentei fazer isso duas vezes. Uma no sábado à noite e outra no domingo. No sábado à noite, ao sair do hotel dei de cara com um cervo pastando bem na frente, em um gramado. Bem, já pensei comigo, se aqui na frente do hotel já tem isso, imagina o que não vai ter no meio das trilhas. Comecei a corrida e logo na primeira curva no meio do mato já ouvi um barulhão de alguma coisa maior ainda fugindo de mim bem de pertinho. Lógico que dei meia-volta e voltei. Mas no outro dia de manhã, consegui passear bem tranquilo.
 
Uma outra coisa que achei bem legal foi o aluguel de bicicletas. Tem tudo quanto é bicicleta disponível e também reboques para as crianças, capacetes, acessórios, etc. O aluguel é em torno de 19$ mas creio que vale a pena, pois dá tempo de visitar um monte de trilhas e passear por vários lugares.

Enfim, ficamos só dois dias mas restou realmente um gosto de quero-mais, pois a cidade é muito legal. Espero ir mais uma vez no outono e outra no inverno, se der.

















Acampamento em Oka

No final de semana seguinte, fomos acampar no parque Oka, em Saint-Eustache. Juntamos os amigos e fomos. Bem, a diferença já começa na reserva do lugar, pois tudo é feito pela internet no site da Sepaq (rede de parques do QC) e você já sabe exatamente onde vai armar a barraca quando chegar, pois o parque é dividido em pequenas áreas onde cabem as barracas e tem um lugar para fazer a fogueira e comer o famoso marshmallow assado. A fogueira vem também com uma grelha em cima, para se fazer a famosa picanha assada.
Quando chegamos no parque na sexta, estava caindo uma chuva que Deus mandava. Ficamos muito indecisos se iríamos ou não ficar, pois realmente tudo levava a crer que seria um PDI (programa de índio). No entanto, acabamos tomando a decisão certa, armamos a barraca na chuva e um pouquinho mais à noite a lua já veio. Tá certo que na manhã seguinte apareceu uma baita chuva, mas logo o sol abriu e aproveitamos o final de semana inteiro.
 
O banheiro do parque é outra coisa pitoresca. É o único lugar que tem energia elétrica. Assim, todo mundo tem que levar lanterna. E para tomar banho, custa 25 centavos cada 2 minutos. Então o que a gente faz: mete 25 centavos, aperta o botão para ligar. Se enxágua, desliga. Ensaboa o corpo, passa xampu e liga de novo. É impressionante, mas sobra tempo... É uma lição para os banhos demorados lá de casa... ehehe.
 
Aproveitamos também para ir na praia, que fica anexa ao parque. É praia de rio, mas é bem legal. O Thiago adorou! As crianças jogaram vôlei na beira da praia. Estava cheia! E muito churrasco de canadense e tudo mais. Queremos também visitar outros parques para testar outros campings, agora que estamos mais equipados.
 
Weekends du Monde
 
Aproveitamos também um fim da semana para visitarmos o Parque Jean-Drapeau em Montréal, onde estava acontecendo a festa Weekends du Monde. Nesta festa, as culturas presentes em Montréal de diversos países fazem exposição de tudo: música, comida, artesanato, etc. Então, curtimos um show à brasileira com a banda Monobloco para tentar matar as saudades do Brasil. E o cara acabou tocando a música do Tim Maia que a gente cantava na saída do Cursilho... Aí não deu pra segurar a emoção... Que saudades!!! Depois teve escola de samba... Super!
 
 
Ufa! Quanta coisa! Descobrimos que tem realmente muita coisa legal para se fazer pertinho de casa...
E vamos seguindo, com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!
 
Abração e a Paz
Igor Schultz




 

sábado, 9 de março de 2013

Segunda Viagem aos EUA: Disney World


Hey everybody, it's me, Mickey Mouse...

Brincadeira, pessoal! Aqui na América do Norte existe uma semana de feriado escolar no mês de Março, chamada de spring break ou semana de relâche. Este ano, aproveitamos esta semana para viajarmos e realizarmos um sonho de toda a família: visitar os parques da Disney em Orlando na Flórida. Sei que este assunto até não tem muito a ver com a nossa imigração, mas gostaria de destacar alguns pontos interessantes quando se visita os EUA vindo do Canadá em uma viagem como essa.
Um primeiro ponto bem interessante são as diferenças de tarifas aéreas que existem entre o Canadá e os EUA. as tarifas aéreas são muito mais baratas à partir dos EUA do que de Montréal. Assim, a gente comprou nossas passagens saindo de Burlington, Vermont. Essa cidade americana fica à 1h de carro daqui de casa mas as passagens custaram 200 dólares mais barato cada uma! Até mesmo se você visitar o site do aeroporto de Plattsburg, outra cidade próxima, mas no estado de New York, aparece escrito que é o "Aeroporto Americano de Montréal"... Que deboche!

Bem, saímos de Montréal e logo tivemos de passar pela fronteira. Para quem ainda não sabe, é necessário ter um visto americano para se entrar nos EUA, mesmo sendo residente permanente. Somente quando a gente ganha a cidadania é que não precisamos mais do visto. Assim, toda vez que entramos, tem uma pequena sessão na alfândega, onde eles têm que nos dar o tal "papelzinho branco", que é uma autorização adicional que dura um tempo bem limitado, alguns meses apenas. Toda vez que o tempo expira, você é solicitado a emitir um outro quando cruza a fronteira.

Pegamos o avião da JetBlue em Burlington, fizemos escala em New York, chegando em Orlando lá pelas 3 da manhã. Assim, passamos a manhã dormindo e de tarde fomos passear em Downtown Disney, onde tem bastante coisa pra ver e comprar. Estava um frio de 3 graus, algo nunca visto em Orlando. O Thiago achou o bonequinho do Mickey dele e se agarrou pra não soltar mais. No segundo dio visitamos o Magic Kingdom, que foi o primeiro parque criado por Walt Disney, famoso pelo castelo da cinderela entre outras coisas. As filas estavam grandes, mas nada que fosse desesperador. No final do dia, descobrimos o esquema do FastPass, onde a gente pode pegar um ticket para programar o horário da nossa ida em um brinquedo, evitando a espera nas filas regulares. Genial! Ficamos bastante tempo na chamada FutureLand, que hoje em dia mais se parece com a terra dos anos 70, mas foi incrementada com as últimas atrações da Disney, como Lilo&Stitch, Monstros S/A e Toy Story, entre outros. A montanha russa Space Mountain é sensacional! Mas muitos brinquedos são bem antigos e alguns até mesmo conservados em operação como uma homenagem à Disney. No mais, tudo bem organizadinho, até mesmo com Stroller Parking (estacionamentos para carrinhos de bebês) em tudo o que era lugar.

Terceiro dia, fomos visitar Hollywood Studios. Andamos bastante (ufa!) mas gostamos muito do show do Indiana Jones e do brinquedo StarWars. O show da Bela e a Fera também foi muito legal! E o Thiago gostou de passear no cenário de "Querida, Encolhi as Crianças". Ele se perdeu dentro de um formigueiro! No final do dia, levamos o Thiago para curtir o show de fantoches do Disney Junior e todos fomos para uma apresentação gigante do Mickey em um teatro ao vivo. Saindo de lá, tínhamos fastpasses para ir na montanha russa HardRock Cafe. E foi sensacional! No quarto dia visitamos o Epcot. Este dia foi meio chato, mas teve uns lances legais, como o Mission Space, que simula uma viagem espacial, com gravidade e tudo! E também tem pequenas cidades que representam alguns países típicos do planeta. O Brasil não estava representado infelizmente, mas achamos o Canadá e assistimos um filme muito emocionante!

Vimos também o Animal Kingdom, que foi o parque mais legal em nossa opinião, fora o Magic Kingdom. É como um zoológico gigante, mas tem tudo que é bicho, desde safári na África, passando por insetos, até dinossauros. E uma montanha russa muito legal, a Expedition Everest, onde a gente foi várias vezes, até que eu perdi o medo de montanhas russas, finalmente, ehehe! No outro dia visitamos o Universal Studios, que não é um parque Disney, mas estava na programação. O Universal possui dois parques, e a gente optou por ir no Islands of Adventure, que tem o parque do Harry Potter, que as crianças adoram. Mas tem muito mais que isso! Tem uma montanha russa do Hulk que deixa todo mundo verde, pois é muito rápida! E um brinquedo do Homem-Aranha 3D onde a gente passeia com ele pela cidade enquanto os vilões tentam destruir o nosso carrinho...

E, é claro, em todos os parques da Disney passam os desfiles com os personagens, vàrias vezes por dia, e é super emocionante e cativante. Todo mundo dança e o som é difundido por todo o parque em alto-falantes que a gente nem sabe direito onde estão... Os caras realmente botam pra quebrar!
No último dia, fizemos compras em um Outlet. Tudo muito barato! Achamos tênis de corrida Misuno Wave Creation 13 por 149 dólares, e o segundo par ia pela metade do preço! As roupas do bebê também estavam baratas. Como a gente sempre diz, os EUA são o Paraguai dos canadenses...


Bem, a viagem levou 9 dias, e é realmente un lugar onde a gente não vai para descansar, pois a gente passa o dia inteiro caminhando e indo nos brinquedos, mas vai deixar saudades. É realmente muito legal e vale a pena.

Sonho realizado, vamos para o próximo!

E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!
Abração e a Paz

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Primeira Viagem aos Estados Unidos

Olá, Povo de Deus

É com grande alegria que comunicamos que estivemos na terra do Tio Sam pela primeira vez depois que chegamos ao Canadá. No último final de semana, fomos à Boston, Massachussets, para efetuar o saque do FGTS, e aproveitamos para conhecer um pouco desta cidade. É uma viagem longa, que leva de 5 à 7 horas de carro, dependendo das paradas e do itinerário, mas as estradas americanas sao realmente boas e podemos dirigir muito tranquilamente a viagem inteira sem problemas.

Primeiramente, vamos falar da novela de atravessar a fronteira: daqui de casa até a fronteira dá um pouco mais de meia-hora de carro. Chegamos todos felizes e contentes na fronteira e depois de uns 10 minutos em uma fila de carros, fomos recebidos em uma espécie de pedágio (veja a foto). E uma tia que parecia o Schwarzenneger versao feminina perguntou:
- Passaportes!
- Aqui estao.
- Quantos estao no carro?
- 5 pessoas
- Vao aonde?
- Boston, MA
- Abre o vidro de trás
- Ok
Entao, ela viu os nossos vistos americanos, passou os passaportes em um scanner, ficou com eles, e mandou a gente ir pra vistoria. Chegando lá, nos pediram a chave do carro e mandaram entrar em uma casinha onde havia um monte de gente esperando para ser vistoriado e um monte de caras vestidos de policial trabalhando atrás dos balcoes. Esperamos mais ou menos uns 25 minutos e uma outra menina veio chamando:
- Os brasileiros! Cadê os brasileiros!
- Estamos aqui!
Entao, ela estendeu a mao indicando que era para a gente colocar a mao sobre um scanner para eles obterem nossas impressoes digitais. Ela nao podia falar pois estava tomando um sorvete. Daí, ela carimbou nossos passaportes e grampeou o documento CBP I-94 A, de entrada nos EUA (que deve ser devolvido ao oficial canadense na saída do país) e nos devolveu. Ganhamos um papelzinho escrito "Cleared" e caímos fora. Pegamos nossa chave e seguimos pela estrada.
Depois de nossa recepçao simpática, entramos no estado de Nova York e logo nos deparamos com as maravilhosas estradas americanas, mas nosso GPS nos mandou pegar uma quebrada à esquerda para o estado de Vermont, onde passamos 1h e meia dirigindo à 70/80 km/h ou 40/55 MPH, coisa que a gente tem que se acostumar a converter, pois todas as placas sao em milhas por hora. Ah! E o GPS começou a indicar a velocidade máxima em cada trecho da viagem. Certinho... Esta passagem por Vermont foi muito legal, pois conhecemos o Lake Champlain. Um local muito bonito e cheio de barcos no lago por todos os lados. A paisagem lembrava muito os filmes americanos que a gente via quando pequenos. Passamos por muitas cidades que eram só algumas casinhas na beira da estrada. Todas as casas com bandeiras dos EUA.
 
Bem, depois deste passeio bucólico, chegamos na 89, onde passamos a maior parte da viagem e o terreno era sempre o mesmo: algumas montanhas baixas ao redor, duas a três pistas para ir e outras tantas para voltar... Entao, depois de quase 400km nesta estrada contando as placas dizendo: "Cuidado, Alce", "Cuidado, Urso", "Cuidado, Cervo", e passando pelo estado inteiro de New Hampshire, chegamos finalmente a Massachussets e pegamos a 93, que é pedagiada, mas aceitam dólares canadenses, com a proa já para a cidade de Boston. Chegamos logo e fomos acolhidos na casa de nossos amigos.

No outro dia, fizemos um tour pela cidade, que é cheia de história da pré-independência dos EUA, que é contada à partir dos prédios antigos, ruas e navios em exposiçao no porto. Almoçamos no antigo mercado do porto, que foi reformado há anos para conter muitos restaurantes onde se come de tudo. Acabamos pedindo pizza. O calor estava demais e queríamos sair dali logo. Saímos e ficamos mais uma meia-hora vendo um espetáculo de circo na rua muito legal. Depois fomos dar mais um passeio no porto, com direito a passeio de carrosel e tudo. Entao, fomos visitar os navios em exposiçao no porto. Vimos o USS Constitution, que foi um dos navios construídos após a declaraçao da independência dos EUA e que teve importantes vitórias na guerra contra o Reino Unido em 1812 pela consolidaçao da soberania americana. Depois tinha até uma fragata canadense que veio para participar da festa do 4 de julho, a independência americana. Bem, saindo do porto, fomos até Newport em Rhode Island para conhecer a praia, mas já estava bem tarde e ficamos só um pouquinho. Depois, fomos conhecer as mansoes do local e puxamos o carro pra casa.
 
No domingo, finalmente, fomos ao consulado resolver o lance do FGTS e já pegamos imediatamente o rumo de casa, onde chegamos 5h depois. Foi uma viagem bem rápida, mas já foi suficiente para deixar saudades, e conhecemos 5 estados americanos em um final de semana! Só faltam 45 agora... Tem bastante lugar bonito e é bem pertinho de casa.

E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!!

Abraçao e a Paz

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Páscoa em Toronto

Olá, Pessoal

Antes de começar a falar, quero agradecer a compreensao de todos pois faz quase um mês que nao fazemos nenhuma movimentaçao em nosso blog. Nao é por falta de acontecimentos, nao, mas realmente a vida está tomando um ritmo alucinante por aqui!!! Estamos cheios de coisas para fazer de dia, de noite, e o nosso blog, tadinho, esta ficando cada vez mais nos planos inferiores. Mas vamos mantê-lo sempre atualizado por aqui, pois tem bastante coisa para comentar!

Bem, como muitos devem saber, quando a gente começou a pensar em imigrar, fomos muito apoiados por um grupo de amigos de Curitiba, mas todos foram para Toronto, e a gente veio para Montréal. Assim, ficamos devendo esta visita que aconteceu somente depois de mais de um ano de Canadá.

Mas vamos ao assunto:

Primeiro dia: saímos de Montréal na Quinta-Feira Santa, para dormir em Kingston, visto que a viagem toma de 5 a 6 horas, e sao mais ou menos 510km. Foi a nossa primeira viagem de carro no Canadá. Saímos de Montréal perto das 7h30pm e pegamos um engarrafamento na saída, pois a turma já estava indo embora para o feriado. Saímos da Ilha de Montréal pela Autoroute 20, passamos por Ile-des-Perrots, Vaudreil, e já pegamos a estrada aberta. Aí vem a primeira diferença do que a gente via no Brasil: 3 pistas de cada lado e um asfalto muito bom depois de Vaudreil (antes estava ruim mesmo). Aí, a gente bota o cruiser control e quase dorme, porque é quase tudo plano e reta. Como era noite, nao tinha muita coisa pra ver. Chegamos em Kingston às 9h00 onde tinhamos reserva em um hotel Days Inn (simples, mas muito bom) na beira da estrada. Logo nos acomodamos no quarto e como estávamos com fome, já fomos direto ao Denny's anexo ao hotel. Aí, queríamos hamburgueres e vimos o menu: como a gente sabe que o hamburguer da foto sempre é enorme e depois vem um pequeninho, pedimos logo 3... Adivinha só... os hamburgueres que vieram eram maiores que os da foto e um só dava pra nós 3... Voltamos rolando para o quarto.

Segundo dia: Sexta-Feira da Paixao: acordamos cedo com um dia de sol lindo e saímos logo pra estrada. Novamente, cruiser em 120km/h, retas e retas. Logo já estávamos com o lago Ontario à bombordo e uma paisagem alucinante, pois parece um mar mesmo! Abastecemos o carro em Whitby, quase chegando em Toronto, e mais uma meia-horinha estávamos sendo recepcionados por nossos amigos de Curitiba, que saudades. Eles moram em North York, que me pareceu um lugar muito organizado, limpo e acolhedor. Fomos na via-sacra no final da tarde e conhecemos a comunidade de St.Gabriel (se nao me engano o nome é esse). E novamente nos surpreendemos positivamente. Uma comunidade ativa, cheia de gente participando e a via-sacra teve motivaçao ecológica, foi muito emocionante... Bem, estávamos cansados da viagem e havíamos até planejado algumas coisas para a sexta, mas acabou que fomos dormir.
 










Terceiro dia: Sábado de Aleluia: saímos de manha com o objetivo de visitar a CN Tower, mas acabamos conhecendo as praias de Toronto. Um lugar que é chamado de "Beaches". E realmente é uma praia de tudo: tem areia, pedrinhas para jogar na água, etc. Mas estava muito frio para um mergulho, entao, molhamos os pezinhos. Depois, almoçamos no Tim Hortons e fomos visitar as famosas catarataas do Niágara. Fica a uns 120km de Toronto, e a estrada, como sempre, é sensacional. Passamos por Mississauga e Oakville na ida, onde visitamos mais amigos curitibanos. Saímos de Oakville, pegamos a estrada e fomos direto para Niagara Falls, onde a gente pode ver todo o esplendor das cataratas. O lado canadense fica de frente para as quedas, e é o lado mais bonito. Logo ali, do ladinho, jà estavam os USA. Agora que a gente tinha o visto americano, até deu uma vontade de ir conhecer, mas faltou tempo. Passeamos por toda a orla de Niagara Falls, tomamos banho com o spray de água que saía da catarata, e fomos até um ponto em que a gente consegue ficar bem pertinho da queda. A água é verde, linda. E tinha arco-íris e pássaros voando por tudo que é lugar. Muito bonito. E o melhor, tudo de graça. Nao se paga nada para ver as quedas. Na volta, já de noite, passamos novamente em Oakville para visitar uma outra família que morou aqui no nosso apartamento antes da gente se mudar pra cá. Eu nao sabia que a gente podia sentir tantas saudades! E ficamos felizes de ver todos bem, e a criançada pulando e gritando com a nossa visita! Ficamos bem pouco, que pena, mas foi muito significativo também.

Quarto Dia: Domingo de Páscoa. Fomos à missa das 10h na paróquia St. Gabriel, que foi super maravilhosa. Toda a comunidade unida, um coral sensacional, com vários instrumentos e vozes. Mais uma vez, um momento emocionante junto de Deus. Almoçamos e fomos visitar a CN Tower, que seria o nosso último momento turístico. Depois de comprarmos os ingressos de 25 dólares cada um, subimos os mais de 350m até o mirante da CN Tower. Vimos o aeroporto, os prédios da cidade, o lago Ontario, e também tivemos a chance de andar no chao de vidro (glass floor ou planche à verre), onde você caminha sobre as vidraças e vê abaixo de seus pés o chao à 350m abaixo de você...Todo mundo morrendo de medo de subir nos vidros, mas o Thiago adorou e fez festa em cima das vidraças! Demais... Entao, voltamos pra casa, jantamos, nos despedimos de nossos amigos (que saudades!!!!!)  e pegamos a estrada para dormir novamente em Kingston, onde chegamos 1h da manha...
 













Quinto Dia: Segunda-feira: aqui em Montréal também é feriado, eba!!! Como ninguém é de ferro, acordamos às 9h e saímos quase 11h do hotel. Quando cruzamos a fronteira de volta para o Québec, me passou aquela estranha sensaçao de estar voltando pra casa e a casa nao é mais no Brasil. Chegamos em casa 2h da tarde.

Bem, esse foi o relato da viagem, que foi sensacional e nos deixou com muitas saudades dos nossos amigos. Espero que eles também venham nos visitar!!! A gente também colheu muitas impressoes desta maravilhosa cidade de Toronto, que eu vou colocar em um outro post, para nao confundir os assuntos.

Abraçao a todos e a Paz
Igor Schultz

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Fim das Férias: de Volta a Montréal!!

Olá, Povo de Deus!

Depois de 5 semanas de merecidas férias no Brasil, chegamos finalmente ao Canadá. De volta pra casa, e a casa não é mais no Brasil. E 5 semanas foi pouco para visitar todos os nossos queridos amigos e parentes, resolver uma infinidade de questões relativas a bancos, burocracia do governo, saúde, dentistas, e uma merecida semana de descanso na praia. Estivemos em Curitiba, em Porto Alegre, em Florianópolis, no Litoral do Paraná, visitamos muitos parentes e amigos, batizamos o Thiago, reencontramos o povo do Cursilho e tivemos muitos "eventos" (pizza... alguns hábitos demoram a morrer) com eles! ufa!!! Realmente faltou tempo para muitas coisas, mas conseguimos resolver tudo o que havíamos nos proposto a fazer. A gente não escreveu muito no blog neste período porque na maioria do tempo estávamos sem conexão à internet, mas mesmo assim tiramos muitas fotos que vamos guardar com carinho! Fomos acolhidos carinhosamente por nossos amigos e parentes, que fizeram tudo para nos sentirmos em casa. Todo mundo queria saber sobre como é a vida no Canadá, e alguns quiseram nos convidar para uma janta ou algum compromisso social mais longo, pois também tinham planos de imigração e queriam dicas (a gente fez também a mesma coisa com os nossos amigos que vinham para o Brasil antes, ehehe). Seguem algumas fotos legais de nossa estada no Brasil...









Quando saímos do Brasil, o pessoal da TAM empombou com nossa documentaçao, dizendo que os PR Cards nao eram validos para sermos aceitos de volta no Canadá. Entao, ficamos trancados em Curitiba quase ate a hora da decolagem pois eles tinham que verificar isso. Acabou que estava tudo bem. A viagem de volta foi bem mais cansativa do que a de ida. O Thiago reinou mais do que antes e tivemos muita dificuldade para dormir no vôo Guarulhos-Toronto. Chegamos em Toronto e passamos tranquilos por todas as barreiras aduaneiras. O oficial perguntou coisas como: "o que foram fazer no Brasil?", "onde ficaram hospedados?", "quanto tempo ficaram?", "saíram do Brasil neste período?" Respondemos tudo direitinho e ele nos carimbou para irmos direto pegar as malas, sem passar pela imigraçao. Que sonho!!!! Na foto, estamos no aeroporto de Toronto, prontos para embarcar para Montréal, após passarmos pela última barreira, a do raio-x para o embarque da conexao. Depois disso, foi só esperar para embarcar e chegar em casa. E no portao de embarque para Montreal, as comissarias de bordo ja falavam frances com sotaque do Quebec, e nos sentimos em casa... surpreendente...

Mas a maior surpresa foi: cadê a neve? Nao achamos neve em Toronto (ver foto do aeroporto). Entao, tivemos de esperar até chegar em Montréal para podermos ter uma vista da cidade toda branquinha, coberta de neve... Muito lindo mesmo! Nosso vizinho foi nos buscar gentilmente no aeroporto com nosso carro... Outra surpresa foi o estacionamento aquecido. Nao sabia dessa! A gente pode estacionar por $6 a hora em um estacionamento do hotel Marriot no aeroporto, que é totalmente aquecido. No estacionamento convencional, paga-se $4 a hora.
Mas voltando ao assunto férias, 5 semanas passam rápido, e também são mais que suficientes para sentirmos muitas saudades do nosso cantinho e de nossa rotina aqui no Canadá. Assim, mesmo que as férias estejam acabando, estamos com bastante gasolina para começar muitas coisas que têm que acontecer neste ano, pois a vida é feita de sonhos:
  1. Mudarmos para uma casa perto da nova escola das crianças até o meio do ano (vou contar mais sobre a escolha da escola em um post só sobre este assunto);
  2. Trabalhar na Igreja entre os nativos de língua francesa e/ou inglesa;
  3. Continuar estudando inglês (Cris) e francês (Igor);
  4. Obter certificaçoes para aumentar a nossa empregabilidade (IIBA, PMP, Oracle, etc);
  5. Levar as crianças de férias para os EUA (tem que tirar visto e passaportes novos, pois os atuais estao vencendo);
  6. Receber as milhares de visitas que estao para chegar este ano. Se todo mundo que prometeu vir vier mesmo, vai faltar agenda para hospedagem, ehehehe!

Entao, mais uma etapa cumprida... Vamos continuando nossa caminhada Québecois, com passos firmes de quem sabe onde quer chegar! Agora, é matar a saudade dos nossos amigos locais!!! E vou dormir, pois estou meio com sono depois dessa viagem louca. Sao 12h de vôo, mas de viagem dá mais de 23h!!!

Abraçao e a Paz