quinta-feira, 8 de março de 2012

Cultura... Essa Constante Montréalense!

Apenas para ilustrar

Esta semana, todos os shoppings da RESO (cidade subterrânea) estao expondo obras de arte em seus corredores. Tem de tudo, claro... Vejam abaixo um exemplo:



Abraçao e a Paz

terça-feira, 6 de março de 2012

Ajuda Financeira do Québec aos Estudos

Olá Pessoal!

Este governo do Québec é uma mae, mesmo... A última novidade foi a ajuda financeira aos estudos (AFE). É um incentivo que o governo dá para as pessoas que estudam em tempo integral e possuem filhos com menos de 6 anos. O governo entende que, como estas pessoas nao podem trabalhar, visto que precisam cuidar dos filhos, elas precisam receber dinheiro para estudar, de modo a poder colocar seus filhos nas garderies, daycares, ou creches. A Cris aplicou e conseguiu receber o dinheiro, que vem parceladinho enquanto durar o curso. Vamos colocar alguns detalhes do negócio aqui:

Primeiro, é importante saber que a ajuda financeira é composta de dois valores. Um empréstimo e uma bolsa. O empréstimo deverá ser devolvido no final do curso, mas a bolsa é um dinheiro só seu. É o seu salário por estudar. A coisa funciona assim:
  1. Você precisa estar cursando disciplinas que dao direito a créditos estudantis. Pode ser qualquer curso em universidades conveniadas. No caso da Cris, a McGill University. É necessário fazer disciplinas que deem um minimo de 6 créditos por período de curso. Como cada disciplina do curso de inglês part-time dava 3 créditos, a Cris está fazendo 2.
  2. Entao, você deve procurar a secretaria responsável pela ajuda financeira. No caso da McGill, fica na Rue McTavish. Uma subida contra o vento gelado da montanha (Mont Royal) que a gente só sobe porque se trata de receber dinheiro. E o prédio ainda é o último da rua. Na secretaria, você será informado dos procedimentos e recebe os formulários do governo.
  3. Você deve preencher os formulários e entregar junto diversos documentos informando sua situaçao: certidoes de nascimento dos filhos (nao precisa traduçao), IMM1000 (papel marrom da imigraçao), PR-Card (carteira de residente permanente), Carteira de Assurance Maladie (seguro-saúde do governo), entre outros. Tá tudo explicadinho no manual que você recebe na instituiçao de ensino.
  4. Depois de tudo preenchido e a documentaçao providenciada, leve tudo para a mesma secretaria da instituiçao de ensino onde você recebeu os formulários. Eles precisam avaliar se o formulário foi corretamente preenchido e se a documentaçao está correta. Leve fotocópias e originais da documentaçao, pois eles precisarao autenticar na hora;
  5. Depois de verificado na instituiçao de ensino, enfia tudo em um envelope e mande para o governo, no endereço indicado no manual;
  6. Você pode acompanhar o andamento do processo se cadastrando no "Dossier en-ligne" (registro on-line) no site da AFE. Para se cadastrar, você precisa ter um código permanente de aluno, que é atribuído a você pelo governo do Québec. Este código é fornecido pela instituiçao de ensino.
  7. Um belo dia os caras mandam um e-mail dizendo que você vai receber dinheiro. Leva de 4 a 6 semanas. Entao, eles avisam que o seu certificado de aprovaçao para receber o valor está disponível na instituiçao de ensino. Vá lá buscar...
  8. Com o certificado, você pode ir aos bancos conveniados: Royal Bank of Canada (RBC), Caisse Populaire Desjardins, Banque de Montréal, Banque Nationale, e abrir uma conta de estudante. Nao paga nada. Você ganha a conta, uma poupança, um cartao de crédito, e o banco já informa o governo sobre a sua conta. Em alguns dias, o dinheiro entra. Porém, quem faz o empréstimo é o banco. A bolsa é paga pelo governo e o dinheiro é seu, mas o empréstimo precisa ser devolvido posteriormente ao banco.
E eu estou orgulhoso, pois a Cris foi ao banco e abriu a conta sozinha! Tudo em inglês, que tal....

E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!

Abraçao e a Paz

segunda-feira, 5 de março de 2012

Novo Emprego do Igor

Boa Noite, Pessoal

Esta é a vista que terei pelos próximos meses a partir de minha mesa de trabalho. Oficialmente hoje, dia 05 de março, começo meu segundo emprego no Canadá. Finalmente, algumas barreiras sao transpostas, como a famigerada "experiência canadense", tao exigida por aqui. A empresa que eu vou trabalhar se chama CGI. A maior consultoria da América do Norte e a quarta maior empresa de consultoria do mundo, com 31 mil funcionários. Meu, eu nunca tinha pensado em trabalhar numa empresa assim! Mas, as coisas vao acontecendo (obrigado, Senhor!!!) e devagarinho a vida vai voltando a ser como era no Brasil. O salário melhorou um pouquinho, tem trocentos benefícios, como academia, fundo para compra de equipamentos esportivos, seguro de vida, saúde, dentista - tudo pra mim e a família, clube social, descontos em empresas parceiras, 4 semanas de férias, mas o principal é que agora eu volto a fazer o que eu fazia no Brasil: trabalhar com o Oracle e-Business Suite, que saudade. Vou fazer suporte funcional das versoes 11 e 12. Incluindo pequenos projetos de implantaçao de enhancements.  Outra novidade: o trabalho é todo em francês. Até agora, só usava o francês para coisas do dia-a-dia, fazer compras, etc. Agora, é o dia inteiro falando francês. E os caras me entendem, me respeitam, sabem de minhas limitaçoes com o idioma, e vao me ensinando... Em 3 dias de trabalho meu francês já melhorou sensivelmente.

Uma coisa que descobri depois que entrei na CGI: o mundo Oracle já era pequeno no Brasil, um país de 190 milhoes de pessoas. Imagine entao em um país como o Canadá, cuja populaçao é pouco maior que a da grande Sao Paulo: no meu andar, já conhecia 3 pessoas que trabalhavam comigo. Além de um colega no andar de baixo. Além disso, todo mundo na cidade já sabe que estou trabalhando aqui. A turma nao perde tempo mesmo....

E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar! Retomando o padrao de vida brasileiro em um país com mais qualidade de vida!

Abraçao e a Paz

Últimas Novidades do Inverno

Olá, Pessoal

Agora que o inverno está nos finalmentes, já estamos tendo um clima até bastante agradável. Hoje fez 8 positivo. Deu praia, sem dúvida. Porém, no início da semana e no final de semana passado fez realmente muito frio e tivemos alguns lugares, como em Val D'Or, onde chegou a fazer -36 graus (de verdade... a sensaçao térmica era de quase -40). Mas o inverno está realmente chegando ao fim. Já temos dia claro até quase 7h da noite...

Obviamente, começa também o degelo, leia-se um monte de rios de barro e lama na calçada formados pela neve derretida e pedaços de gelo caindo do alto dos edifícios (chute de glace ou falling ice, como se diz por aqui)....

E vamos seguindo, desviando da âgua e dos blocos de gelo que caem, com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!

Abraçao e a Paz
Igor Schultz

domingo, 4 de março de 2012

Novo Amigo do Gordo!!!

Olá, Amantes de Gatos

Por estes dias, a antiga professora de inglês da Cris, da comissao escolar inglesa, resolveu dar um presente para o Thiago, por ocasiao de seu nascimento. Acabou que chegou um tigrao aqui em casa. Quando eu o vi pela primeira vez, fiquei até impressionado com a perfeiçao do bichinho, que é de pelúcia, nao é de verdade... E tambem vem com um tigrinho filhote. Adivinha quem o adotou???

Abraçao e a Paz
Igor Schultz

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Nuit Blanche

Olá, Pessoal!

Agora no dia 25 de fevereiro, para encerrar as festividades do Festival Montréal em Lumiére, aconteceu mais uma Nuit Blanche, onde tudo funciona a madrugada inteira. A maioria das lojas, o metrô, algumas linhas de ônibus que levam o povo para os principais eventos da noite, todos os botecos, e principalmente os museus, que promovem atraçoes especiais gratuitas para o evento.

Este ano, a principal atraçao acho que era o frio, que estava de rachar mesmo!!! Nao dava pra aguentar. A segunda atraçao principal foi o nosso amigo cursilhista que veio do Brasil para estudar idiomas e acabou entrando no embalo da Nuit Blanche, enfrentando quase -10 na noite. No mais, visitamos o museu McCord, de história do Canadá, e o RedPath, de história natural. Ambos da McGill University.
 
No McCord, a atraçao principal era uma escultura que era feita com pequenos bonecos e estatuas de papel feitos pelo proprio publico. A gente chegava, sentava e tinha material à disposicao (cola, tesoura, papel). Entao, à medida que as estátuas iam ficando prontas, elas eram colocadas na mesa e uns caras com lanternas davam vida às esculturas projetando sombras na parede. Junto à isso tudo, um som psicodélico ia tocando... maluquice ou excentricidade cultural, mas muito legal.

O RedPath veio com a tradicional noite escura no museu. A gente entra no museu completamente apagado pra ver os esqueletos de dinossauros no escuro e outros bichos mais. Tinha também a linha do tempo da evoluçao humana. Para quem gosta, o primeiro crânio da foto é do Australopitecus afarensis, que faria um sucesso em propaganda de creme dental. A foto abaixo é do Gorgossaurus libratus, bem menor que um Tiranossaurus rex, mas também dá medo. Tem um crânio de Triceratops do tamanho da minha cozinha... Além disso, tem múmias, animais empalhados e artefatos antigos (vasos, utensílios) da Grécia e Roma antiga. Prato cheio pra quem gosta. Super legal! A maior atraçao é a fila de entrada, que chegou a levar 40 minutos, a -10 graus... Só pra quem tem muita vontade mesmo, mas vale a pena. Atençao: a entrada aqui nao é de graça. Tem que dar uma pequena contribuiçao, mas nao é de graça.

No final, demos uma passada no Tim Hortons para esquentar um pouco a noite e fomos até Place des Arts, no Quartier des Spetacles, onde tava rolando uma rave a céu aberto. Tudo era gigante: roda gigante grátis, toboga (glissade) de gelo gigante e filas gigantes. Entao, resolvemos dar um alô e sartar de banda. Mas tava muito legal. Fiquei sabendo também que neste ano teve nataçao à noite toda nas piscinas do estádio olímpico, mas eu nao fui lá.... pena...

E seguimos com passos culturalmente firmes de quem sabe onde quer chegar.

Abraçao e a Paz


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Les Plus Pauvres au Canada???

Pois zé, pessoal...

Hoje, o jornal Argent, que é tipo um Valor Econômico aqui de Montréal, saiu com o resultado de uma pesquisa do HEC Montréal, que é algo como uma FGV no Brasil, onde diz que mais de três quartos dos québecois possuem um poder de compra inferior ao do resto do Canadá. Um economista muito respeitado chamado Martin Coiteux publicou a pesquisa. De acordo com ele, isso se deve aos seguintes fatores:
  • Os caras são menos chegados ao trabalho (trabalham menos horas por semana que os pares das outras províncias);
  • Fazem menos dinheiro que o resto dos trabalhadores canadenses;
  • Possuem menos formação e estudo;
  • Se aposentam mais cedo;
  • A taxa de desemprego aqui é maior.
No frigir dos ovos, em 2010 o PIB per capita do Québec era de $ 7,400, menor que a média das outras províncias. Em termos de receita, os trabalhadores locais recebem por ano $ 4,000 a menos que a Colômbia-Britânica, $ 5,000 a menos que Ontario, e $ 8,000 a menos que Alberta, a mais próspera província canadense, sem dúvida. De acordo com a pesquisa, entre 2005 e 2009 o poder de compra subiu bastante em todas as províncias e não foi acompanhado pelo Québec (veja gráfico na página 13 da pesquisa). Terra-Nova e Labrador e as Maritimes (New-Foundland, Nova Scotia e Prince Edwards) ainda estão na rabeira, mas o poder de compra deles também está subindo rápido e a tendência é passar o nosso. Por isso, o título da matéria é "Os Québécois em breve os mais pobres do Canadá"....

E estas cifras são depois de considerar o repasse de impostos federais para Québec. Por exemplo, no caso de Ontario, a diferença seria de $ 7,000 doletas caso não houvesse este repasse. Além disso, o tal "custo de vida mais baixo" em Québec já não é mais tão verdade conforme o pesquisador, pois os preços dos bens e serviços tem aumentado nos últimos 3 anos. Olhando o gráfico da página 12 da pesquisa, no entanto ainda existe uma diferença de custo da "cesta-básica" entre a Belle Province e as outras: Ontário 5% mais caro (caindo), Colúmbia-Britânica 5% mais caro (caindo), Alberta 10% mais caro (subindo), etc. Na página 20 tem um exemplo de diferença de receita líquida entre Ontário e Québec bem explicadinho que vale a pena olhar.

Bem, eu escrevi isso porque estamos com uma pulguinha começando a se manifestar atrás de nossa orelha sobre a possibilidade de nos mudarmos para o lado inglês, e decidi começar a buscar algumas informações sobre isso e tenho sido bastante aconselhado a pensar sobre o assunto. Não é algo simples de se fazer a curto prazo, nem decidido, nem desesperado, mas vamos tentar descobrir mais. Este mês de janeiro fecharam-se algumas fábricas e headquarters de grandes empresas aqui em Montréal por motivos diversos, mas as coisas parecem estar ligadas. Para aqueles que estão vindo para o Québec, parece que a economia local está desacelerando naturalmente...

Mas continuamos sempre com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!

Abração e a Paz
Igor Schultz

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Reciclando, Reciclando...

Olá, Pessoal

Segue mais um aspecto da vida aqui em Montréal: quando você compra bebidas que vêm engarrafadas ou enlatadas, você também paga pela lata ou garrafa. Porém, você pode devolver os cascos, sejam eles feitos do que forem (PET, vidro, alumínio) em máquinas recicladoras ou no caixa do supermercado, e eles te devolvem 5 centavos de dólar por cada embalagem. As de vidro valem 10 centavos. Então, colaboramos para reciclar a lixarada e ainda ganhamos de volta esta graninha. O duro é achar lugar para guardar toda essa latarada e garrafarada em casa...

Vejam o vídeo da máquina recicladora.


Depois que a gente termina de colocar as latas, a máquina imprime um cupom que a gente leva no caixa do supermercado e eles nos dão o dinheiro.
E vamos reciclando com passos firmes de quem sabe onde quer chegar.

Abração e a Paz

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Aumento do Otimismo das PMEs

Olá, Pessoal

Recebi um artigo no nosso jornal Argent de MTL que decidi compartilhar, a respeito de um pequeno aumento no nível de otimismo das pequenas e médias empresas no Canadá. De acordo com o indicador Business Barometer do Canadian Federation of Independent Business, este nível subiu de 65% para 65,2%. Porém, isto já quer dizer que 16% das empresas pensam em aumentar seus quadros nos próximos 3 ou 4 meses, enquanto 12% apenas pensam em reduzi-los. De acordo com o indicador, Alberta é a província mais otimista, com 73,3%. Québec e Ontario ficam um pouco abaixo da média, e a turma do Atlântico é a mais pessimista.
Vejam o relatório completo do Business Barometer do CFIB, com infográficos por indústria e outros. Os mais curiosos são os constraints (falta de demanda local seguido de falta de mão de obra qualificada) e também os major cost concerns (fuel  and energy em primeiro, seguido de perto por taxes e regulations).

Abração e a Paz
Igor Schultz

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Churrasco no Inverno

Oigate

Quando dá vontade de comer uma carninha, a gente até acha carne como no Brasil, mas tem que procurar bastante. A gente conseguiu encontrar por aqui o Alim-Pôt, que é um açougue português, mas com muitos produtos brasileiros, como por exemplo, a picanha à vácuo. A gente até consegue comprar picanha no Costco, mas ela vem junto com as outras carnes (alcatra, maminha, etc), em uma bola de carne de quase 8kg, custando em torno de $50, e a gente precisa se desdobrar no YouTube para saber como "tirar" a picanha de lá de dentro (veja o vídeo). Mas como eu não sei como fazer, então prefiro comprar a peça pronta.

E daí, é só assar, como demonstrado nos vídeos abaixo, eheheh.... A churrasqueira tem que ficar na rua e a gente tem que deixar a carne lá assando, porque se a gente ficar junto, a gente congela. Estivemos este final de semana na casa de amigos em Blainville, perto de Montréal, e passamos pela experiência... Para sair para ver a carne, tem que colocar bota e casaco também. Enfim, é uma aventura para assar o churrasco e às vezes dá vontade de fazer no forno, como aliás eu normalmente faço, mas não tem nem comparação com a carne feita na "churrasqueira" a gás que a gente tem por aqui... vejam os vídeos.




Abração e a Paz
Igor Schultz

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Educação Secundária no Québec: Dossier Completo!

Olá, Pessoal

Finalmente, depois de ter passado todas as perrengas que nós deveríamos ter passado, depois de ter aberto muitas portas por aqui, depois de ter levado chibatadas, açoites de tudo quanto é lado, de ser crucificado, veio a parte boa do negócio: nossos filhos adolescentes estarão no TROISIEME SECONDAIRE REGULIER em setembro de 2012. Bem, primeiro, se vocês quiserem dar uma olhada no background, podem consultar nossos posts anteriores sobre o assunto. Segundo, se preparem porque o post é longo:


O principal ponto é que não existem muitos casais de imigrantes brasileiros em nossa situação, o que tornou difícil nossa busca. A nossa situação é: casal de meia idade com filhos adolescentes. Todo mundo aqui é bem jovem sem filhos ou com filhos bebês ou muito pequenos, que ainda não entraram no primário, salvo raras exceções. Então, a gente não tinha pra onde correr. Outro ponto importante a saber: o ano letivo é de setembro a maio, e não de fevereiro a novembro, como no Brasil. Assim, às vezes um semestre de diferença pode ser ganho ou perdido. Mais um ponto: o seu filho será admitido no secundário conforme a idade. Normalmente a partir dos 11 anos as crianças vão para o primeiro ano secundário (secondaire), equivalente mais ou menos à sexta série. Agora, vamos à história toda, onde também quero explicar como as coisas funcionam:

A Escolha da Escola
A escola de seu filho SEMPRE será a escola de quartier, quando você chega no Québec. Esta escola é obrigada a aceitar o seu filho. Outras opções se abrem mais tarde. Por isso, você deve escolher o lugar que você vai morar conforme a escola do quartier. Para saber qual a escola do quartier, você pode consultar os sites das comissões escolares (veja links acima). Nós chegamos para morar em Ile-des-Soeurs, que é um lugar maravilhoso, mas a escola de quartier é a Monseigneur Richard, que é uma das piores da paróquia. Na admissão, basta levar os passaportes e o IMM1000, o papel marrom, seu e das crianças.

Classe d'Accueil:
Nossos filhos, com 14 anos, foram admitidos no secondaire. Todas as crianças imigrantes que vão para o secondaire são submetidas a um teste de francês antes de entrar no colégio. Conforme o nível do francês, elas serão obrigadas a fazer um curso de acolhida (Classe d'Accueil), onde todos aprenderão a falar francês. As crianças podem ficar até 3 anos no Accueil, conforme abaixo: 
  • Primeiro ano (débutant/iniciante): francês, matemática, educação artística, educação física;
  • Segundo ano (intermediare/intermediário): francês, matemática, ciências, educação artística, educação física
  • Terceiro ano (avancé/avançado): francês, matemática, estudos sociais, educação artística, educação física.
Nossos filhos entraram no débutant, obviamente, mas logo estavam falando francês como se sempre tivessem morado aqui. É impressionante como eles aprendem rápido. Não há preocupação quanto a isso. Nossa primeira preocupação foi: não havia lição de casa, vida meio folgada, etc. Logo fomos falar com a professora deles. Nossa primeira surpresa: normalmente os pais daqui não vão ao colégio falar com os professores. Ela se surpreendeu positivamente por cuidarmos de nossos filhos. Estávamos acostumados com o Brasil, onde uma vez por mês tinhamos audiência com a coordenadora de classe, etc. Nossa preocupação era: os coleguinhas deles do Brasil estavam agora na oitava série, ralando, estudando, e nossas crianças aqui na folga... Enfim. A professora nos convenceu de que o aprendizado de uma nova língua valia um ano "perdido", ou "investido". Ela contou a experiência dela e foi maravilhoso. Uma professora sensacional. Acabamos ficando tranquilos e montamos com ela nosso primeiro plano para as crianças. Ela disse que eles seriam aprovados para ir direto para o Accueil Avancé e em 1 ano iriam para o Regulier. Importante: ninguém estuda em escola inglesa, a não ser que sua língua materna seja o inglês ou mediante outros critérios de aceitação. Você pode, se quiser, consultar o Charter of the French Language, que é a lei sobre a proteção do idioma francês no Québec, capítulo VIII, especialmente o artigo 73. Então, se você vem para o Québec, a probabilidade maior é que seus filhos estudem em francês e aprendam o francês, apesar de o inglês ser ensinado como segunda língua, como no Brasil. No final das contas, as crianças falarão os dois idiomas sem dúvida, especialmente aqui em Montréal, onde o inglês é muito requisitado.
As Escolas Internacionais
Aqui no Québec há muitas escolas com o currículo montado conforme as normas do Baccarelaut International, e são por isso chamadas de Escolas Internacionais. Existem escolas internacionais públicas e privadas, e estas escolas não são de quartier. Sendo assim, elas não têm obrigação de aceitar o seu filho. Ele sempre terá de fazer exame, teste, lista de seleção, lista de espera, etc. Quando as crianças entraram no Accueil Avancé, o professor delas, em mais uma supreendente reunião com os pais (eles já estão se acostumando com isso, ehehe), nos recomendou que inscrevêssemos as crianças na École Mont Royal, uma escola internacional pública, de nossa comissão escolar, onde a sua filha estudava. E ficamos com a pulga atrás da orelha. Olhamos o ranking e a escola até que era boazinha... Mas percebemos que outras escolas internacionais públicas estavam melhores. Gostamos do College Saint-Louis, e também vimos outras escolas privadas nos sites... Começamos a sonhar com isso. Em meados de Set/Out 2011. E as crianças ralando no Avancé... até que chegou a hora das inscrições...

As Jornadas de Portas Abertas (Journées Portes-Ouvertes ou Open Doors)
Com o plano que os professores haviam feito, fomos atrás de buscar inscrições nas escolas que havíamos escolhodo. Entrando nos sites, todavia, descobrimos que não havia informação para o ano letivo corrente e que a gente deveria esperar o "Portes Ouvertes". C'est ça quoi??? Todas as escolas, colleges e universidades por aqui fazem um evento anual chamado "Portes Ouvertes". Este evento dura 1 ou alguns dias, normalmente é feito a partir do final de setembro e é nele que os próprios alunos fazem a apresentação de sua escola. É sensacional! Em muitas escolas, tivemos surpresas muito agradáveis e em outras, desagradáveis. Por exemplo, fomos ao College Beaubois, privado, lindo, parecia um castelo, onde fomos mal recebidos e direcionados para a fila de inscrições (só queriam as doletas). Havia muita coisa para ver, mas pouca gente disposta a explicar. Ao contrário, fomos ao College St-Louis, público, internacional, horrível, parecia uma prisão: chegamos lá, uma fila enorme que virava a quadra de gente simples, humilde, de tudo que é jeito. Então, os alunos apareceram com cestas de frutas para a gente comer. Quando entramos, havia palestra dada pela diretora a cada 10 minutos sobre o colégio e depois, visita guiada. Cada sala de aula era uma palestra sobre as disciplinas: francês, inglês, espanhol, matemática, ciências, estudos sociais, artes, educação física e até viagens internacionais! Tudo dado pelos próprios alunos. As crianças amaram. Não é a toa que é a melhor escola do Québec atualmente. Então, as escolas públicas e privadas aqui não parecem como no Brasil. Precisa haver critério para escolher. Outra conclusão importante: o calendário letivo: você vai nas portes ouvertes em set/out, escolhe matricular seu filho e paga normalmente até jan do outro ano e seu filho começa a estudar em set do outro ano. Então, nós visitamos as escolas em out 2011 para que nossos filhos começassem a estudar em set 2012, para o ano letivo 2012-2013. No Brasil, estamos acostumados a matricular nossos filhos em Nov/Dez para começarem a estudar em Fev do ano seguinte. Cuidado!

O Processo de Seleção
Aqui a gente encontrou mais uma barreira: as escolas do Québec somente possuem processo de seleção para admissão no Primeiro Ano do Secundário, correspondente à sexta-série no Brasil. Então, se seu filho tem 11 anos ou menos, tudo bem. Porém, se tem mais de 11, não há exame de admissão e o que ocorre é um processo de espera de vagas em aberto pelas crianças que deixam a escola. O que acontece é que os alunos do primeiro secundário, que são aprovados, vão para o segundo, abrindo assim as vagas do primeiro para o próximo ano, os do segundo para o terceiro, etc. etc. Então, se ninguém deixa o colégio em algum momento no ano, não há vagas, simplesmente. Com nossos filhos com 14 anos, simplesmente não sabíamos o que fazer. O tão sonhado College St-Louis simplesmente disse "liguem em março para saber se há vagas". Estamos esperando até agora. E não queríamos que nossos filhos continuassem na atual escola Monseigneur Richard. Algumas escolas privadas nos disseram que somente admitiam nossos filhos no primeiro secundário, onde todo mundo tem 11 anos e os nossos teriam quase 15! "Nós não conhecemos o currículo do Brasil e não podemos avaliar seu filho". A gente queria morrer... Então, entre nossas pesquisa, descobrimos a escola FACE, que aceitava crianças até o terceiro secundário, com currículo bom e também programa de belas-artes. Porém, ela não era da nossa comissão escolar, o que tornava as coisas bem mais difíceis... Em todo caso, fui no Portes-Ouvertes, com visitas guiadas, falei com o diretor da escola, que foi muito atencioso e pediu para que eu enviasse os envelopes de inscrição com os nomes das crianças, lembrando por escrito que eu havia falado com ele. Foi o que fiz, apesar de não ter gostado muito da escola, ela seria ideal para nós, pois fica bem no centro e a gente não precisaria se mudar, e ela estava muito bem conceitada no ranking e também tivemos ótimas referências de nossos amigos que têm alunos estudando no primário.

Mais Dificuldades, mas uma Luz no Fim do Túnel
Falando com o pessoal de nossa Igreja, descobri uma senhora da comissão escolar de Montréal (CSDM) que poderia me ajudar. Fui até o prédio da comissão escolar pessoalmente e falei com ela, expliquei o problema, ela ficou surpresa, então, ela me disse que para nossos filhos serem admitidos em escolas da CSDM eu teria de ter um acordo extraterritorial, onde nossa atual comissão escolar Marguerite Bourgeoys (CSMB) aceitaria que nossos filhos fossem transferidos para a CSDM. Ela disse também que seria impossível que isso acontecesse caso a CSMB oferecesse o mesmo programa que queríamos na outra comissão escolar. Então, ela me indicou a escola Pierre Laporte, da CSMB, que oferecia um programa musical. Liguei lá na sexta e adivinhem! O Portes-Ouvertes era no dia seguinte: fui com a Cris e ficamos apaixonados pela escola: pública, com programa musical, vários estudos com pianos, aula de bateria, violão, esportes, etc. Inscrevemos as crianças para o teste. Eles fizeram e passaram! Então, fiz a matrícula, paguei, e estava tudo resolvido. Porém, a logística estava difícil. Eles teríam de pegar 2 ônibus e 3 metrôs para chegarem à escola. Então, estávamos decididos a mudar no meio deste ano para um local próximo à escola. E a região lá se chama Ville Mont Royal e é caríssima... poderíamos morar perto, talvez... não sei. O importante é que as crianças já estavam aceitas para o terceiro secondaire. Isso significa que eles perderiam meio ano, por conta do ano iniciar em Setembro e não em janeiro. No final das contas, eu havia inscrito as crianças também na FACE, por via das dúvidas, para ter mais uma opção, porém, com poucas esperanças de aprovação, já que eles eram de outra comissão escolar.

Finalmente, um Final Feliz
Então, não sei como, enquanto estávamos no Brasil, recebemos uma carta dizendo que um de nossos filhos havia sido aprovado na FACE! E esta escola é bem no centro de Montréal, a uma quadra do metrô e do ponto final do ônibus que sai daqui de casa... Sem dúvida, achamos sensacional, pois não precisaríamos nos mudar!!! Fui lá e briguei para que as duas crianças fossem aprovadas. Eles se lembraram de mim e concederam que os dois entrassem. Então, solicitei à CSMB o entente extraterritoriale, autorizando as crianças a estudar em outra comissão escolar, e fui super bem atendido e a atendente falou que para a FACE não havia dúvidas que o acordo seria concedido, visto que o programa de belas-artes deles não é ofertado pela CSMB. Então, já estou aguardando o acordo e tenho a confirmação de que as crianças foram aceitas na segunda escola. Agora, estou mais certo ainda de que tudo estará bem para 2012 e que em setembro eles iniciarão no regular e no terceiro ano do secundário. Isso será um grande desafio para eles, pois não haverá mais o professor do Accueil para corrigir o francês incorreto, ter paciência, etc. Mas confio muito nas crianças e eles têm demonstrado imensa dedicação aos estudos e um progresso enorme. Não estou preocupado. Além disso, o professor está cobrando deles um conteúdo muito além do exigido pelo terceiro secondaire. Então, a expectativa é que as coisas fiquem mais fáceis depois no regular.

Nota incluída em 07/03/2012: o final nao foi tao feliz assim: a CSDM rejeitou o acordo de transferência dizendo que nao aceita transferências de alunos oriundos da Classe d'Accueil. Teremos que esperar até o final do ano letivo (Jun), quando eles serao aprovados para o regular e solicitar nova transferência que, segundo a própria CSDM informou por telefone, será aprovada.
Ufa!!! Desculpem o post gigantesco, mas ele resume tudo o que passamos com as crianças para colocá-las no secundário aqui em Montréal. Agora, já sabemos o caminho das pedras e podemos ajudar quem quiser vir.

E continuamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!

Forte abraço a todos

Thiago e o Inverno....

Olá, Pessoal

Seguindo nossa série "Animais do Ártico", segue mais um típico urso polar québecóis:


Essas foram tiradas depois da missa, no último domingo de manhã...
E vamos seguind com patas firmes de quem sabe onde quer chegar...

Abração e a Paz

domingo, 15 de janeiro de 2012

Finalmente, o Inverno Chegou!!!

Olha só:

Eu tinha escrito há um tempo atrás, antes de nossa viagem ao Brasil, que estávamos felizes pela primeira neve ter caído antes de nossa viagem... Mas quando chegamos de volta do Brasil, não havia neve em Toronto e em Montréal, uma neve ralinha, magra.... Nesta semana, houve no entanto vários dias de neve intensa por aqui e finalmente estamos com Montréal com a cara que ela estava no ano passado. Tudo branquinho. E muito frio mesmo. Agora no final de semana estamos com -17º, chegando a -30º à noite, e a sensação térmica (feels like/refroidissement éolien) chega pra lá dos -35º. Obviamente, o manezão aqui tem que sair para correr à noite, com a neve cortando a cara da gente... então, o sorriso na foto não é de alegria não, é que a cara do caboclo congelou nessa posição e não dava mais pra mexer... Com a neve cortando a cara da gente e um ventão, e 5 a 10 cm de neve no chão, dá pra fazer no máximo 5min20sec/km na corrida. Mas ainda assim, é melhor que ficar em casa.
Coloco aí dois vídeos de uma caminhada que fiz no centro para levar a documentação das crianças em uma escola onde foram aprovados, para todos terem uma idéia de como a coisa está legal. E as motoniveladoras estão trabalhando o dia inteiro. Aqui na frente de casa tem uma montanha de neve que aumenta a cada dia, pois as máquinas tiram a neve das ruas e vão empilhando em cima do morro. E quem mais se diverte é a gurizada, que no outro dia de manhã fica escorregando de cima do morro.... ehehe. Porém, no final das contas, é cada um por si em relação à tirar a neve de frente de sua casa, como vocês poderão ver no vídeo...
E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!!!
Abração e a Paz a todos!





quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Voltando à Rotina...

Olá, Pessoal

Bem, agora que estamos de volta à nossa vida de Canadá, chegamos em casa e a geladeira parecia o filme "Abismo Negro", ou ainda "O Segredo do Abismo". Nada... o vazio completo. Então, tivemos que sair para fazer o rancho. Aproveitei para tirar umas fotos pois fomos no Costco, uma espécie de atacado que tem aqui, que lembra o brasileiro Makro ou o Sam's Club. A gente não tinha o costume de comprar coisas em grande quantidade, mas acabamos nos acostumando e agora sempre compramos muita coisa no atacado. Os caras vendem de tudo: todo o tipo de comida, passando por lavanderia, limpeza (tudo gigante: nosso detergente de lavar louça foi comprado em Jan e durou até Out), e também roupas, eletroeletrônicos, livros, revistas, flores, etc. Olha o tamanho da caixa de fraldas. Agora, o Thiago pode se sujar a vontade!!! A vantagem do Canadá é que mesmo as comidas mais perecíveis vêm congeladas, durando muito tempo e podemos comprar para o mês todo. Mas mesmo assim, muita coisa sobra para ser comprada no mercado tradicional.







Agora, com a geladeira abastecida, podemos ter mais força para seguir com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!
Abração e a Paz

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Québec: Aluguel Mais Barato do Canadá

Olá, Pessoal

Para aqueles que ainda não sabem onde vão morar quando vierem para o Canadá, ou mesmo alguém que esteja pensando em mudar (nós também, porquê não?), segue o resultado do relatório anual publicado pela Canada Mortgage and Housing Corporation - CMHC (SCHL em francês): Os aluguéis da Belle Province estão entre os mais baratos do Canadá. De acordo com a pesquisa, um apartamento de 2 quartos custa em média $883. Aqui em Québec, paga-se $684 em média por um mesmo apartamento. Em Montréal, a média é $737. No entanto, o setor Centre-Ville de Montréal, que inclui nossa amada Ile-des-Soeurs (Nun's Island): o lugar onde moramos, é considerado o mais caro do Québec: $1,414 de média mensal de aluguel. Para saber mais detalhes da pesquisa, acesse o jornal Metro.
E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!
Abração e a Paz

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Fim das Férias: de Volta a Montréal!!

Olá, Povo de Deus!

Depois de 5 semanas de merecidas férias no Brasil, chegamos finalmente ao Canadá. De volta pra casa, e a casa não é mais no Brasil. E 5 semanas foi pouco para visitar todos os nossos queridos amigos e parentes, resolver uma infinidade de questões relativas a bancos, burocracia do governo, saúde, dentistas, e uma merecida semana de descanso na praia. Estivemos em Curitiba, em Porto Alegre, em Florianópolis, no Litoral do Paraná, visitamos muitos parentes e amigos, batizamos o Thiago, reencontramos o povo do Cursilho e tivemos muitos "eventos" (pizza... alguns hábitos demoram a morrer) com eles! ufa!!! Realmente faltou tempo para muitas coisas, mas conseguimos resolver tudo o que havíamos nos proposto a fazer. A gente não escreveu muito no blog neste período porque na maioria do tempo estávamos sem conexão à internet, mas mesmo assim tiramos muitas fotos que vamos guardar com carinho! Fomos acolhidos carinhosamente por nossos amigos e parentes, que fizeram tudo para nos sentirmos em casa. Todo mundo queria saber sobre como é a vida no Canadá, e alguns quiseram nos convidar para uma janta ou algum compromisso social mais longo, pois também tinham planos de imigração e queriam dicas (a gente fez também a mesma coisa com os nossos amigos que vinham para o Brasil antes, ehehe). Seguem algumas fotos legais de nossa estada no Brasil...









Quando saímos do Brasil, o pessoal da TAM empombou com nossa documentaçao, dizendo que os PR Cards nao eram validos para sermos aceitos de volta no Canadá. Entao, ficamos trancados em Curitiba quase ate a hora da decolagem pois eles tinham que verificar isso. Acabou que estava tudo bem. A viagem de volta foi bem mais cansativa do que a de ida. O Thiago reinou mais do que antes e tivemos muita dificuldade para dormir no vôo Guarulhos-Toronto. Chegamos em Toronto e passamos tranquilos por todas as barreiras aduaneiras. O oficial perguntou coisas como: "o que foram fazer no Brasil?", "onde ficaram hospedados?", "quanto tempo ficaram?", "saíram do Brasil neste período?" Respondemos tudo direitinho e ele nos carimbou para irmos direto pegar as malas, sem passar pela imigraçao. Que sonho!!!! Na foto, estamos no aeroporto de Toronto, prontos para embarcar para Montréal, após passarmos pela última barreira, a do raio-x para o embarque da conexao. Depois disso, foi só esperar para embarcar e chegar em casa. E no portao de embarque para Montreal, as comissarias de bordo ja falavam frances com sotaque do Quebec, e nos sentimos em casa... surpreendente...

Mas a maior surpresa foi: cadê a neve? Nao achamos neve em Toronto (ver foto do aeroporto). Entao, tivemos de esperar até chegar em Montréal para podermos ter uma vista da cidade toda branquinha, coberta de neve... Muito lindo mesmo! Nosso vizinho foi nos buscar gentilmente no aeroporto com nosso carro... Outra surpresa foi o estacionamento aquecido. Nao sabia dessa! A gente pode estacionar por $6 a hora em um estacionamento do hotel Marriot no aeroporto, que é totalmente aquecido. No estacionamento convencional, paga-se $4 a hora.
Mas voltando ao assunto férias, 5 semanas passam rápido, e também são mais que suficientes para sentirmos muitas saudades do nosso cantinho e de nossa rotina aqui no Canadá. Assim, mesmo que as férias estejam acabando, estamos com bastante gasolina para começar muitas coisas que têm que acontecer neste ano, pois a vida é feita de sonhos:
  1. Mudarmos para uma casa perto da nova escola das crianças até o meio do ano (vou contar mais sobre a escolha da escola em um post só sobre este assunto);
  2. Trabalhar na Igreja entre os nativos de língua francesa e/ou inglesa;
  3. Continuar estudando inglês (Cris) e francês (Igor);
  4. Obter certificaçoes para aumentar a nossa empregabilidade (IIBA, PMP, Oracle, etc);
  5. Levar as crianças de férias para os EUA (tem que tirar visto e passaportes novos, pois os atuais estao vencendo);
  6. Receber as milhares de visitas que estao para chegar este ano. Se todo mundo que prometeu vir vier mesmo, vai faltar agenda para hospedagem, ehehehe!

Entao, mais uma etapa cumprida... Vamos continuando nossa caminhada Québecois, com passos firmes de quem sabe onde quer chegar! Agora, é matar a saudade dos nossos amigos locais!!! E vou dormir, pois estou meio com sono depois dessa viagem louca. Sao 12h de vôo, mas de viagem dá mais de 23h!!!

Abraçao e a Paz

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

1 ano de Canadá

Calma, calma, não é post duplicado não. O Igor já escreveu sobre o 1 ano de Canadá, agora é a minha vez, já que eu e as crianças chegamos (07/12) 44 dias depois do dele. Gostaria de conseguir sintetizar tudo que vivemos neste ano, mas é impossível expressar em linhas os sentimentos, alegrias, tristezas, sorrisos, choros, noites em claro e todos os desafios e conquistas. Quero apenas registrar algumas coisas que pra mim foram e estão sendo grandes vitórias:


1 - Independência e maturidade dos meus filhos mais velhos: penso que meus filhos amadureceram rápido não só porque vieram para um país estrangeiro, mas por este país favorecer a concessão de liberdade. Aqui tem segurança. Quando sai do Brasil meus gêmeos não iam nem na panificadora (2 quadras de nossa casa) sozinhos. Nós levávamos a escola e eles voltavam de condução. Andar sozinhos nem pensar, pois tínhamos medo por conta da violência crescente. No Canadá eles são livres. Vão para escola sozinhos, saem com os amigos, andam pela cidade (metro e ônibus) por tudo, não me preocupo se é dia ou noite, sempre tenho a certeza que eles estão em segurança. Eles aprenderam a se virar a resolver seus problemas, sentem-se mais seguros e responsáveis por suas próprias coisas. Tudo isso ajudou-os a ficarem mais maduros e sobretudo adquirirem uma confiança que chegaria mais tarde vivendo no Brasil. Isso realmente não tem preço. As vezes me assusto com tamanha maturidade adquirida em tão pouco tempo. Se tornaram meus amigos e companheiros.


2 - Aquisição de nova língua: meus filhos adquiriram fluência no francês em menos de 1 ano, saindo do zero. Além disso melhoraram o inglês e de quebra se comunicam em espanhol. Onde conseguiriam esta proeza vivendo no Brasil? Quanto a mim posso dizer que melhorei meu inglês. Hoje meu nível de compreensão aumentou consideravelmente. Meu inglês está longe de ser o que eu esperava, mas não posso querer mais do que conquistei até agora, uma vez que depois do nascimento do bebê minha imersão ficou quaser nula, não tenho quase contato com língua, a não ser pela TV ou nos 2 dias que vou para aula. Antes que vocês perguntem, eu ainda não comecei a estudar francês, preferi aperfeiçoar meu inglês e depois partir para uma nova língua. Entretanto o francês faz parte de uma das minhas metas para o próximo ano.

3 - Aceitar as limitações e aprender a conviver com elas - conhecem aquele ditado: "O que não tem solução solucionado está". É assim que vejo e tento trabalhar minhas frustrações. No Brasil eu era super ativa, trabalhava no que gostava, estudava, era independente, era como se tivesse minha vida sob controle. Aqui não. Dependo do Igor para quase tudo, isso porque a falta de fluência na língua paralisa a gente para viver uma vida social mais completa. Por enquanto não resgatei a minha vida profissional e minha independência. Não posso voltar a trabalhar porque além de não ter fluência nas duas línguas usadas na província tenho que cuidar do meu bebê, então não adianta me lamentar. Se não tem solução neste momento eu apenas aceito esta realidade com paciência. O bebê vai crescer e eu estou fazendo minha parte para adquirir fluência na língua. Este ano que passou serviu para eu me conhecer melhor e sobretudo aceitar aquilo que não posso mudar. Isso faz a gente amadurecer e encontrar a felicidade dentro de nós e não fora. Confesso que não foi e não é fácil, mas quem disse que seria? Eu escolhi viver tudo isso, por isso enfrento e me coloco de pé todos os dias. Se vocês me perguntarem vale a pena passar por tudo eu diria: vale sim, mas você precisa saber que a felicidade da sua vida não está em chegar aqui como se isso fosse a solução para todos o problemas que vivemos no Brasil, mas saber que o sentido da vida da gente é muito mais que estas pequenas conquistas, que servem para nos ajudar a alcançar o sentido último de nossas vidas.

4 - Meu bebê - o nascimento do Thiago foi minha grande conquista no Canadá. Ele tem sido meu companheiro. Deus me deu uma nova oportunidade de viver a maternidade, desta vez de forma mais plena já que cuido dele 24 horas por dia. Tem sido muito gostoso.

5 - Segurança - sentir-me segura é uma das grandes alegrias que vivo no Canadá. Quando moramos no Brasil e nunca saímos do país não temos noção do que isso significa, porque ficamos tão acostumados a viver na insegurança que sequer imaginamos o que é viver com segurança. Posso dizer que esse será um dos grandes motivos que me fará pensar se devo ou não voltar a morar no Brasil. Criar os filhos aqui realmente é muito mais fácil e mais tranquilo.

6 - Adquirir experiência estrangeira - este foi um sonho de infância, sempre quis viver fora do Brasil . Olhar pra trás e ver tudo que vivemos para chegar aqui faz-me sentir realizada. Estou onde queria chegar, meta cumprida.

Li em muitos blog's e acho até que eu mesma já falei a célebre frase: "Imigrar não é para qulaquer um". Quando pensava nesta frase tinha a impressão de que esta era uma façanha para pessoas especiais e não para pessoas comuns como eu, me questionava sobre isso. Após 1 ano e ver de tudo por aqui, diferentes histórias e até avaliando a minha própria história descobri que a imigração é para todo mundo, mas todo mundo mesmo, independente da posição que ocupa, de sua criação, seu jeito de ser, seja lá o que for. O que é necessário é você querer de verdade e assim impregar os esforços necessários para que tudo se realize, como acontece para qualquer objetivo que tenhamos na vida. Não se paralise quando ler aquela frase achando que isso não e para você, apenas tenha claro que você precisará pagar o preço para viver tudo isso. Se isso fizer sentido, então imigrar é para você também.

Ainda há muita coisa para conquistar por aqui. Não dá pra dizer que estou 100% adaptada. Segundo nossos amigos que moram aqui a mais de 7 anos é preciso pelo menos 3 anos de Canadá para começar a sentir-se em casa, então me vejo como um nenê que está descobrindo um mundo novo, cheio de desafiios que serão conquistados.
Sim, já tive vontade de voltar e inúmeras vezes me perguntei se valia a pena, mesmo assim sou feliz pela escolha que fiz, pois se não tivesse vindo estaria frustrada me perguntando porque não tentei.
Agradeço a Deus por nos dar a oportunidade de vivermos em Sua Graça, nos dando saúde, forças e esperança para seguirmos em frente. Ao Igor que tem sido um grande companheiro me ensinando que o caminho é mais importante do meta, pois é ele que nos faz crescer. Meus amados filhos que me fazem reconhecer aquilo que tenho de bom e me trazem a certeza de que posso ser uma pessoa melhor a cada dia.
Assim vou seguindo sempre com passos firmes de quem sabe onde quer chegar, penso que isso tem nos feito seguir em frente sempre com otimismo e paciência, vivendo a cada dia nossas pequenas conquistas.....

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Comprovar Residência no Brasil?

Gente do céu...

Depois de ter falado um pouco sobre como fazer a documentação brasileira do bebê nascido no Canadá, chegamos finalmente ao tal do Cartório de Primeiro Ofício... com os documentos que haviam sido solicitados quando recebemos a certidão do consulado de Montréal.

Ao chegar no cartório, a moça nos informa: "ah, você precisa de um documento de identidade de cada um dos pais..." - beleza - "... e um comprovante de residência." Ops! A gente não reside no Brasil, por isso estamos aqui para registrar um bebê estrangeiro... "Ah, onde vocês estão hospedados? Você pode escrever uma declaração onde o seu anfitrião diz que vocês residem na casa dele..." Mas a gente não reside, a gente vai ter que mentir? "É, assim que é passado pra gente. Esse é o regulamento do nosso cartório, quer dizer, dos cartórios da região metropolitana, quer dizer, do estado do Paraná, sei lá...." Mas a gente não mora aqui. "Bem, então, tem um cartório geral em Brasília... vocês podem enviar a documentação para lá..." Cuméquié? Desisto...

Ficamos indignados, pois foi criado um regulamento que obriga a criar uma declaração falsa. Porquê isso!!!? Além disso, não avisaram nada disso pra gente. Agora, vamos ter que criar a tal declaração ou correr atrás do tal do cartório de Brasília???

Mas não vamos esmorecer, eheheh... Seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar.

Abração e a Paz

Se Acostumando ao Brasil

Olá, Pessoal

Não posso deixar de falar um pouco sobre nossas experiências como turistas brasileiros no Brasil, especialmente em Curitiba. Tem muita coisa diferente!!

  1. As avenidas encolheram! Quando chegamos aqui, a primeira impressão era que os carros iriam bater uns nos outros, pois as faixas são mais estreitas do que as que estamos acostumados no Canadá. A avenida das Torres, que parecia gigante antes de nossa viagem, encolheu, como dizia um vizinho que mora no Canadá;
  2. Estamos com frio.... brrr... Não sei o que aconteceu aqui em Curitiba, mas estamos com 15 graus em dezembro e morrendo de frio dentro de casa... O negócio é sair na rua.
  3. Secar roupas: lavamos nossas roupas da viagem e elas demooooram para secar...
  4. Corrida de rua: parece ser bem mais difícil de puxar o ar durante a corrida. O ar parece pesado... Não sei dizer ainda se isso é verdade, mas foi minha percepção.
  5. Trânsito: está sendo mais difícil se acostumar como pedestre do que como motorista. Estamos acostumados a botar o pé na faixa e atravessar, mas aqui é perigoso, ehehe... Como motorista, quase bati o carro, pois quando eu ia virar tinha uma pessoa esperando na calçada e parei para ela passar...;
  6. Fale português: no primeiro dia, dei alguns bonjours e au revoirs para algumas pessoas. Agora, já estou acostumado de novo.
E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!

Abração e a Paz

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Superstição Canadense...

Pessoal

Uma observação rápida. Viram a foto do teclado do elevador do prédio do meu serviço? Não tem o décimo terceiro andar... A maioria dos prédios em Montréal é assim...Simplesmente o pessoal acha que o treze dá azar e não colocam. Procurei por explicações sobre isso e achei algumas, como o fato de que na Última Ceia havia 13 pessoas e Jesus foi crucificado, mas isso não me parece uma justificativa clara. Simplesmente é superstição, dá azar e pronto. Claro que o décimo terceiro andar existe, mas é chamado de décimo quarto, e assim por diante... faz parte da cultura deles...

E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar.

Abração e a Paz