
Gostaria hoje de falar de um grupo de amigos que está nos acolhendo de forma muito legal aqui em Montréal. Não podia deixar de ser: os nossos irmãos em Cristo Jesus. Temos aqui duas comunidades, que de certa forma são uma só: os Adventistas do Sétimo Dia, da igreja Luso-Brasileira de Montréal, e o grupo Nossa Fé, da Igreja Católica, paróquia Santa "Cruiz", de portugueses de Portugal.
Como somos católicos, estamos participando do coral, onde já conhecíamos também um casal que eram nossos amigos em Curitiba. O Matheus já está tocando bateria e eu, a Cris e a Tata estamos cantando juntos nas missas dos domingos. O Pe Zé Maria nos acolheu muito bem e nos fez sentir em casa, já colocando todos para trabalhar, com leituras e participação na liturgia da missa. Também costumamos frequentar os cultos adventistas aos sábados, onde sempre somos bem acolhidos e nos juntamos para um almoço.
Porém, o mais interessante é que todos os cristãos se conhecem e se ajudam aqui em Montréal. isso é muito bom, pois a dureza de coração deste povo daqui é impressionante e altamente contagiosa. Portanto, se você não tiver sempre à sua frente a lembrança de sua necessidade de crescer espiritualmente, você vira uma rocha mesmo. A cultura secular é muito forte. Graças a Deus, temos esta comunidade que está nos ajudando muito. Muitas pessoas, tanto católicos quanto adventistas, moram perto de nossa casa, o que está nos ajudando a decidir por ficar aqui na Ile des Soeurs (ilha dos brasileiros, como está sendo já apelidada). Espero que logo eu possa estar ajudando novos imigrantes ou mesmo mais pessoas que precisem, pois é indescritível o senso de desprendimento dos imigrantes daqui. A gente se sente muito seguro.
Existe também a paróquia Santa Marguerite-Bourgeouis, que fica a uma quadra de casa. Meu sonho realmente era participar desta paróquia, mas eles só falam francês e eu estou capengando ainda... já fomos assistir a uma missa e foi muito legal. Ao contrário do que eu imaginava, muitos jovens, casais de meia idade com filhos adolescentes, e casa cheia! Havia música litúrgica e ela me lembrava os cantos de Taizé, uma comunidade francesa a qual temos um CD muito bonito.
Então, é isso: como dizemos no Cursilho em Curitiba, os cristãos nunca se despedem: têm um encontro marcado aos pés do sacrário... Estamos sempre juntos quando estamos em oração, pois o que nos une é Eterno.
Abração e a Paz
Igor Schultz