quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

1 ano de Canadá

Calma, calma, não é post duplicado não. O Igor já escreveu sobre o 1 ano de Canadá, agora é a minha vez, já que eu e as crianças chegamos (07/12) 44 dias depois do dele. Gostaria de conseguir sintetizar tudo que vivemos neste ano, mas é impossível expressar em linhas os sentimentos, alegrias, tristezas, sorrisos, choros, noites em claro e todos os desafios e conquistas. Quero apenas registrar algumas coisas que pra mim foram e estão sendo grandes vitórias:


1 - Independência e maturidade dos meus filhos mais velhos: penso que meus filhos amadureceram rápido não só porque vieram para um país estrangeiro, mas por este país favorecer a concessão de liberdade. Aqui tem segurança. Quando sai do Brasil meus gêmeos não iam nem na panificadora (2 quadras de nossa casa) sozinhos. Nós levávamos a escola e eles voltavam de condução. Andar sozinhos nem pensar, pois tínhamos medo por conta da violência crescente. No Canadá eles são livres. Vão para escola sozinhos, saem com os amigos, andam pela cidade (metro e ônibus) por tudo, não me preocupo se é dia ou noite, sempre tenho a certeza que eles estão em segurança. Eles aprenderam a se virar a resolver seus problemas, sentem-se mais seguros e responsáveis por suas próprias coisas. Tudo isso ajudou-os a ficarem mais maduros e sobretudo adquirirem uma confiança que chegaria mais tarde vivendo no Brasil. Isso realmente não tem preço. As vezes me assusto com tamanha maturidade adquirida em tão pouco tempo. Se tornaram meus amigos e companheiros.


2 - Aquisição de nova língua: meus filhos adquiriram fluência no francês em menos de 1 ano, saindo do zero. Além disso melhoraram o inglês e de quebra se comunicam em espanhol. Onde conseguiriam esta proeza vivendo no Brasil? Quanto a mim posso dizer que melhorei meu inglês. Hoje meu nível de compreensão aumentou consideravelmente. Meu inglês está longe de ser o que eu esperava, mas não posso querer mais do que conquistei até agora, uma vez que depois do nascimento do bebê minha imersão ficou quaser nula, não tenho quase contato com língua, a não ser pela TV ou nos 2 dias que vou para aula. Antes que vocês perguntem, eu ainda não comecei a estudar francês, preferi aperfeiçoar meu inglês e depois partir para uma nova língua. Entretanto o francês faz parte de uma das minhas metas para o próximo ano.

3 - Aceitar as limitações e aprender a conviver com elas - conhecem aquele ditado: "O que não tem solução solucionado está". É assim que vejo e tento trabalhar minhas frustrações. No Brasil eu era super ativa, trabalhava no que gostava, estudava, era independente, era como se tivesse minha vida sob controle. Aqui não. Dependo do Igor para quase tudo, isso porque a falta de fluência na língua paralisa a gente para viver uma vida social mais completa. Por enquanto não resgatei a minha vida profissional e minha independência. Não posso voltar a trabalhar porque além de não ter fluência nas duas línguas usadas na província tenho que cuidar do meu bebê, então não adianta me lamentar. Se não tem solução neste momento eu apenas aceito esta realidade com paciência. O bebê vai crescer e eu estou fazendo minha parte para adquirir fluência na língua. Este ano que passou serviu para eu me conhecer melhor e sobretudo aceitar aquilo que não posso mudar. Isso faz a gente amadurecer e encontrar a felicidade dentro de nós e não fora. Confesso que não foi e não é fácil, mas quem disse que seria? Eu escolhi viver tudo isso, por isso enfrento e me coloco de pé todos os dias. Se vocês me perguntarem vale a pena passar por tudo eu diria: vale sim, mas você precisa saber que a felicidade da sua vida não está em chegar aqui como se isso fosse a solução para todos o problemas que vivemos no Brasil, mas saber que o sentido da vida da gente é muito mais que estas pequenas conquistas, que servem para nos ajudar a alcançar o sentido último de nossas vidas.

4 - Meu bebê - o nascimento do Thiago foi minha grande conquista no Canadá. Ele tem sido meu companheiro. Deus me deu uma nova oportunidade de viver a maternidade, desta vez de forma mais plena já que cuido dele 24 horas por dia. Tem sido muito gostoso.

5 - Segurança - sentir-me segura é uma das grandes alegrias que vivo no Canadá. Quando moramos no Brasil e nunca saímos do país não temos noção do que isso significa, porque ficamos tão acostumados a viver na insegurança que sequer imaginamos o que é viver com segurança. Posso dizer que esse será um dos grandes motivos que me fará pensar se devo ou não voltar a morar no Brasil. Criar os filhos aqui realmente é muito mais fácil e mais tranquilo.

6 - Adquirir experiência estrangeira - este foi um sonho de infância, sempre quis viver fora do Brasil . Olhar pra trás e ver tudo que vivemos para chegar aqui faz-me sentir realizada. Estou onde queria chegar, meta cumprida.

Li em muitos blog's e acho até que eu mesma já falei a célebre frase: "Imigrar não é para qulaquer um". Quando pensava nesta frase tinha a impressão de que esta era uma façanha para pessoas especiais e não para pessoas comuns como eu, me questionava sobre isso. Após 1 ano e ver de tudo por aqui, diferentes histórias e até avaliando a minha própria história descobri que a imigração é para todo mundo, mas todo mundo mesmo, independente da posição que ocupa, de sua criação, seu jeito de ser, seja lá o que for. O que é necessário é você querer de verdade e assim impregar os esforços necessários para que tudo se realize, como acontece para qualquer objetivo que tenhamos na vida. Não se paralise quando ler aquela frase achando que isso não e para você, apenas tenha claro que você precisará pagar o preço para viver tudo isso. Se isso fizer sentido, então imigrar é para você também.

Ainda há muita coisa para conquistar por aqui. Não dá pra dizer que estou 100% adaptada. Segundo nossos amigos que moram aqui a mais de 7 anos é preciso pelo menos 3 anos de Canadá para começar a sentir-se em casa, então me vejo como um nenê que está descobrindo um mundo novo, cheio de desafiios que serão conquistados.
Sim, já tive vontade de voltar e inúmeras vezes me perguntei se valia a pena, mesmo assim sou feliz pela escolha que fiz, pois se não tivesse vindo estaria frustrada me perguntando porque não tentei.
Agradeço a Deus por nos dar a oportunidade de vivermos em Sua Graça, nos dando saúde, forças e esperança para seguirmos em frente. Ao Igor que tem sido um grande companheiro me ensinando que o caminho é mais importante do meta, pois é ele que nos faz crescer. Meus amados filhos que me fazem reconhecer aquilo que tenho de bom e me trazem a certeza de que posso ser uma pessoa melhor a cada dia.
Assim vou seguindo sempre com passos firmes de quem sabe onde quer chegar, penso que isso tem nos feito seguir em frente sempre com otimismo e paciência, vivendo a cada dia nossas pequenas conquistas.....

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Comprovar Residência no Brasil?

Gente do céu...

Depois de ter falado um pouco sobre como fazer a documentação brasileira do bebê nascido no Canadá, chegamos finalmente ao tal do Cartório de Primeiro Ofício... com os documentos que haviam sido solicitados quando recebemos a certidão do consulado de Montréal.

Ao chegar no cartório, a moça nos informa: "ah, você precisa de um documento de identidade de cada um dos pais..." - beleza - "... e um comprovante de residência." Ops! A gente não reside no Brasil, por isso estamos aqui para registrar um bebê estrangeiro... "Ah, onde vocês estão hospedados? Você pode escrever uma declaração onde o seu anfitrião diz que vocês residem na casa dele..." Mas a gente não reside, a gente vai ter que mentir? "É, assim que é passado pra gente. Esse é o regulamento do nosso cartório, quer dizer, dos cartórios da região metropolitana, quer dizer, do estado do Paraná, sei lá...." Mas a gente não mora aqui. "Bem, então, tem um cartório geral em Brasília... vocês podem enviar a documentação para lá..." Cuméquié? Desisto...

Ficamos indignados, pois foi criado um regulamento que obriga a criar uma declaração falsa. Porquê isso!!!? Além disso, não avisaram nada disso pra gente. Agora, vamos ter que criar a tal declaração ou correr atrás do tal do cartório de Brasília???

Mas não vamos esmorecer, eheheh... Seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar.

Abração e a Paz

Se Acostumando ao Brasil

Olá, Pessoal

Não posso deixar de falar um pouco sobre nossas experiências como turistas brasileiros no Brasil, especialmente em Curitiba. Tem muita coisa diferente!!

  1. As avenidas encolheram! Quando chegamos aqui, a primeira impressão era que os carros iriam bater uns nos outros, pois as faixas são mais estreitas do que as que estamos acostumados no Canadá. A avenida das Torres, que parecia gigante antes de nossa viagem, encolheu, como dizia um vizinho que mora no Canadá;
  2. Estamos com frio.... brrr... Não sei o que aconteceu aqui em Curitiba, mas estamos com 15 graus em dezembro e morrendo de frio dentro de casa... O negócio é sair na rua.
  3. Secar roupas: lavamos nossas roupas da viagem e elas demooooram para secar...
  4. Corrida de rua: parece ser bem mais difícil de puxar o ar durante a corrida. O ar parece pesado... Não sei dizer ainda se isso é verdade, mas foi minha percepção.
  5. Trânsito: está sendo mais difícil se acostumar como pedestre do que como motorista. Estamos acostumados a botar o pé na faixa e atravessar, mas aqui é perigoso, ehehe... Como motorista, quase bati o carro, pois quando eu ia virar tinha uma pessoa esperando na calçada e parei para ela passar...;
  6. Fale português: no primeiro dia, dei alguns bonjours e au revoirs para algumas pessoas. Agora, já estou acostumado de novo.
E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!

Abração e a Paz

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Superstição Canadense...

Pessoal

Uma observação rápida. Viram a foto do teclado do elevador do prédio do meu serviço? Não tem o décimo terceiro andar... A maioria dos prédios em Montréal é assim...Simplesmente o pessoal acha que o treze dá azar e não colocam. Procurei por explicações sobre isso e achei algumas, como o fato de que na Última Ceia havia 13 pessoas e Jesus foi crucificado, mas isso não me parece uma justificativa clara. Simplesmente é superstição, dá azar e pronto. Claro que o décimo terceiro andar existe, mas é chamado de décimo quarto, e assim por diante... faz parte da cultura deles...

E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar.

Abração e a Paz

Chegada ao Brasil

Olá, Pessoal!

Continuando nossa viagem de Toronto até Curitiba: Partimos às 22h00 mais ou menos. O pessoal no avião já fala Português (de Portugal, mas já é Português). A viagem seria de mais ou menos 10h até o aeroporto de Guarulhos, SP. O Thiago dormiu a viagem inteira, só acordava pra mamar... coisa mais linda do mundo. Durante a viagem, a gente vai fazendo os planos do que fazer no Brasil. Comer isso, visitar aquilo, etc. O duro foi ter 3h a menos de sono, pois durante a viagem entramos no fuso do Brasil, que tem 3h de diferença. Mas pousar na terra adorada sempre é emocionante... Pousamos às 11h da manhã.

Em GRU assistimos missa na Capela N. Senhora de Loreto, no aeroporto, e já embarcamos para Curitiba, onde nossos amigos e familiares estavam nos esperando. Chegamos 16h45, mais de 24h depois de ter saído de casa em Montréal! Foi com emoção, ehehe. Agora, é só aproveitar, curtir, e resolver as milhares de coisas que a gente tem pra fazer por aqui também, né?

E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!

Abração e a Paz
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