Bem, para os que ainda não estão a par, estamos às portas de mais uma eleição provincial. Isso mesmo, amanhã, 7 de abril serão eleitos novos deputados e o primeiro-ministro do Québec. Quais serão os impactos para os imigrantes e para a província em geral? Bem, vamos ver um pouco do background deste evento:
Diferente do Brasil, como já citado em outros posts, aqui no Canadá as eleições não seguem uma frequência determinada, como um escrutínio a cada 4 anos. O primeiro-ministro ou a assembléia de deputados pode pedir uma eleição por qualquer que seja o motivo. Por exemplo, em 2011, o primeiro ministro do Canadá, Stephen Harper, apresentou o orçamento para o próximo exercício e este foi contestado pela oposição, que exigiu novas eleições.
Da mesma forma, a atual primeira-ministra Pauline Marois, do Parti Québecois, decidiu convocar as eleições simplesmente porque seu partido é minoria na assembléia. E com a apresentação da Charte de Valeurs, ela ganhou a antipatia de muitos deputados do partido que apoiavam as minorias imigrantes, culminando com a expulsão de Fatima Houda-Pepin, que não concordava com a proposta. Assim, Pauline se viu com menos assentos ainda na assembléia. Ela precisava então reverter a situação para poder aprovar muitos de seus projetos, incluindo a Charte de Valeurs e quem sabe, um referendo para a separação da província. Assim, ela convocou as eleições em 5 de março, todo mundo botou os cartazes nas ruas e chegou a hora de votar. Novamente, a família Schultz não vota, pois ainda não somos cidadãos canadenses. Quem pode já votou no último domingo, pois há a possibilidade de antecipação do voto. Mais de 500 mil pessoas votaram, de um total de quase 6 milhões de eleitores.
Bem, vamos ver o perfil de cada um dos principais partidos e candidatos desta eleição:


Bem, independente de plataforma de governo, o que a gente tem visto e acompanhado com os nossos colegas no trabalho e na TV é que simplesmente existe a posição "a favor do PQ" e "contra o PQ". Os imigrantes estão indo em massa votar contra a Pauline, principalmente por causa da posição radical da Charte e também da separação do Québec (afinal, nós viemos aqui para ser canadenses, não é mesmo?).
O último resultado das pesquisas eleitorais (4 de abril) foi o seguinte:
- PQ: 27%
- PLQ: 39%
- CAQ: 25%
- Outros: 9%
Assim, tudo leva a crer que Couillard será eleito, mas também terá um governo minoritário. O que parece bom, pois mesmo a reputação dele também é muito questionada por aqui e no final das eleições aparecem escândalos em todos os canais. Alguns dizem que é verdade, outros mentira, mas, conforme um amigo falou hoje depois da missa: "quem quer que esteja lá, é melhor que não seja maioria, pois isso poderia virar uma ditadura"... Credo.
Vamos esperar o que vai vir amanhã. As pesquisas eleitorais em um colégio onde o voto não é obrigatório frequentemente não dizem a verdade. Assim, sempre pode haver surpresas...
E vamos seguindo com passos firmes de quem sabe onde quer chegar!
Abração e a Paz
Igor Schultz
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